Card com o salario de admissao do pedreiro em 2026 segundo o Novo CAGED

Quanto ganha um pedreiro em 2026: salário por experiência e região

Perguntar quanto ganha um pedreiro no Brasil costuma render duas respostas ruins: o valor da diária que alguém pagou no bairro ou uma média de site de vagas sem base declarada. Esta página faz diferente. Ela usa o microdado do Novo CAGED de julho de 2026 e mostra a mediana do salário de admissão do pedreiro com carteira assinada, a faixa completa do p25 ao p90, o recorte por estado, o corte por faixa etária e a escada inteira de cargos da construção civil.

Todos os valores são de salário de admissão em contrato formal. Não é o preço da diária no mercado informal, e essa diferença precisa ficar clara desde o começo, porque boa parte do setor trabalha nas duas modalidades ao mesmo tempo.

Quanto ganha um pedreiro hoje

A mediana do salário de admissão do pedreiro no Brasil foi de R$ 2.631,20 em julho de 2026, calculada sobre 28.037 contratações formais registradas na CBO 715210. A tabela traz a distribuição completa. O p25 é o valor abaixo do qual ficou um quarto das admissões e o p90 é o teto de 90% delas.

Indicador Valor mensal Leitura
p25 R$ 2.370,00 Um quarto das admissões saiu abaixo disso
Mediana R$ 2.631,20 O ponto médio da ocupação
Média R$ 2.649,66 Muito perto da mediana, sinal de faixa equilibrada
p75 R$ 2.805,97 Só um quarto das admissões passou daqui
p90 R$ 3.080,00 Só um em cada dez contratos passou daqui
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Salário de admissão na CBO 715210, competência 07/2026. Base de 28.037 admissões. Consulta em 09/09/2026.
Faixa salarial do pedreiro em 2026, do p25 ao p90, segundo o Novo CAGED
Distribuição do salário de admissão do pedreiro, Novo CAGED 07/2026.

Do p25 ao p90: a faixa real do pedreiro

A distância entre o p25 e o p90 é de 29,9%, ou R$ 710,00 em dinheiro. É uma faixa estreita para uma ocupação de ofício, e a média praticamente encostada na mediana confirma a leitura: não há uma minoria de contratos altíssimos distorcendo o retrato. O pedreiro é contratado dentro de um intervalo bem definido em quase todo o país.

Isso tem uma explicação prática. Boa parte das contratações formais da construção civil acontece em obras de construtoras e empreiteiras que seguem convenção coletiva do sindicato da construção da região, com piso e enquadramento por função. O mercado informal, que é grande no setor, tem outra dinâmica e não aparece aqui.

Vale reter o p90 de R$ 3.080,00. Ele é o teto prático do contrato de entrada como pedreiro. Quem quer passar disso precisa mudar de função, e a seção sobre a escada da obra mostra exatamente para onde.

O que faz o salário do pedreiro variar

Quatro fatores explicam quase toda a variação observada nos contratos de julho de 2026.

O estado e o tipo de obra. Estados com forte atividade de construção vertical e obra de alto padrão pagam mais. A diferença entre o melhor e o pior estado da tabela passa de 55% quando se olha o país inteiro.

A especialidade. Alvenaria estrutural, acabamento fino, revestimento e recuperação estrutural exigem repertório diferente. A CBO 715210 junta todas essas frentes, e o acabamento tende a ocupar a ponta de cima da distribuição.

O porte do contratante. Construtora com obra grande e canteiro organizado costuma pagar dentro do piso da convenção, com registro e benefícios. Reforma residencial contratada por pessoa física raramente passa por contrato formal, então nem entra nesta base.

Os adicionais e a produtividade. Insalubridade, periculosidade em frentes específicas e prêmio por produção aparecem no contracheque, mas não no salário contratual registrado no CAGED. Um pedreiro de empreitada por produção pode receber bem acima do que consta no contrato.

Salário de pedreiro por estado

A tabela abaixo traz os doze estados com maior volume de contratação de pedreiro em julho de 2026. Juntos, eles concentram 23.317 das 28.037 admissões do mês, ou 83,2% do total.

Estado Admissões no mês Mediana Distância para a mediana nacional
Rio de Janeiro 1.352 R$ 3.025,00 +15,0%
Santa Catarina 1.910 R$ 3.000,00 +14,0%
Paraná 2.161 R$ 2.835,71 +7,8%
São Paulo 6.498 R$ 2.801,98 +6,5%
Goiás 1.249 R$ 2.697,20 +2,5%
Bahia 1.741 R$ 2.603,05 -1,1%
Mato Grosso 722 R$ 2.582,99 -1,8%
Minas Gerais 3.315 R$ 2.562,00 -2,6%
Pernambuco 1.268 R$ 2.406,80 -8,5%
Rio Grande do Sul 1.312 R$ 2.384,80 -9,4%
Ceará 981 R$ 2.382,00 -9,5%
Paraíba 808 R$ 2.325,38 -11,6%
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Salário de admissão na CBO 715210 por unidade da federação, competência 07/2026. Amostra mínima de 15 admissões por estado. Consulta em 09/09/2026.
Mediana salarial do pedreiro por estado em julho de 2026 no Novo CAGED
Mediana do salário de admissão do pedreiro por estado, Novo CAGED 07/2026.

O detalhe que mais chama atenção nessa tabela é o quanto ela é plana. A distância entre o primeiro e o décimo segundo colocado é de 30,1%, bem menor do que em ocupações de serviços, em que o mesmo recorte costuma passar de 70%. A construção civil paga de forma parecida no país inteiro, e a explicação é que o setor negocia por convenção regional em cima de uma referência nacional de custo de obra.

A Bahia é um bom exemplo disso. Em várias ocupações de serviços o estado aparece no fundo da tabela, muitas vezes com a mediana colada no salário mínimo. Na construção, a Bahia entra a apenas 1,1% da mediana nacional. Quem trabalha em obra em Salvador entra praticamente no mesmo patamar de quem entra em Cuiabá ou em Belo Horizonte.

O mapa regional completo

A ocupação contrata nas 27 unidades da federação, e o resto do mapa reforça a leitura de homogeneidade.

Sudeste. Rio de Janeiro lidera o país com R$ 3.025,00 sobre 1.352 admissões, seguido por São Paulo com R$ 2.801,98 sobre 6.498 contratos. Espírito Santo aparece em R$ 2.805,97 sobre 611 admissões, praticamente empatado com São Paulo, e Minas Gerais em R$ 2.562,00 sobre 3.315.

Sul. Santa Catarina em R$ 3.000,00 sobre 1.910 contratos e Paraná em R$ 2.835,71 sobre 2.161, os dois no topo nacional. O Rio Grande do Sul destoa da região, com R$ 2.384,80 sobre 1.312 admissões.

Centro-Oeste. Goiás em R$ 2.697,20, Mato Grosso em R$ 2.582,99, Mato Grosso do Sul em R$ 2.405,71 sobre 495 contratos e o Distrito Federal em R$ 2.427,20 sobre 326.

Norte. Acre aparece em R$ 2.620,00 sobre 48 admissões e Roraima em R$ 2.614,97 sobre 61, os dois acima da mediana nacional. Tocantins em R$ 2.351,97, Amapá em R$ 2.288,72, Rondônia em R$ 2.274,00, Amazonas em R$ 2.227,46 e Pará em R$ 2.197,46 sobre 669 contratos.

Nordeste. Bahia em R$ 2.603,05, Pernambuco em R$ 2.406,80, Ceará em R$ 2.382,00, Paraíba em R$ 2.325,38, Maranhão em R$ 2.296,80, Sergipe em R$ 2.256,09, Piauí em R$ 2.242,85, Alagoas em R$ 2.063,92 e Rio Grande do Norte em R$ 1.949,15 sobre 574 admissões. O Rio Grande do Norte é o único estado do país em que a mediana do pedreiro fica abaixo de R$ 2.000,00.

Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Salário de admissão na CBO 715210 por unidade da federação, competência 07/2026. Todos os estados citados têm amostra igual ou superior a 15 admissões. Consulta em 09/09/2026.

O que muda com a idade de quem entra

Se existe um dado que resume a natureza desta profissão, é este.

Faixa etária Admissões no mês Participação Mediana
Até 24 anos 1.316 4,7% R$ 2.573,04
25 a 34 anos 6.292 22,5% R$ 2.631,20
35 anos ou mais 20.344 72,8% R$ 2.632,50
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Salário de admissão na CBO 715210 por faixa etária, competência 07/2026. Base de 27.952 contratos com faixa identificada. Consulta em 09/09/2026.

Entre a faixa mais nova e a mais velha há apenas 2,3% de diferença no salário de entrada. Em dinheiro, R$ 59,46. Ou seja: no contrato de admissão, a idade de quem entra como pedreiro praticamente não muda nada. Quem chega aos 45 anos e quem chega aos 23 assinam o mesmo tipo de contrato.

O que a idade muda é o volume. Quase três quartos das contratações são de gente com 35 anos ou mais, e só 4,7% de jovens até 24. A construção civil não recruta pedreiro pronto na escola: recruta gente que aprendeu o ofício no canteiro, normalmente subindo desde a função de servente. É por isso que a idade média de quem entra é alta.

Quanto vale a hora e a diária do pedreiro

A pergunta mais buscada depois do salário mensal é o valor da diária. O CAGED não registra diária, porque a base é de contrato formal com salário mensal. O que dá para fazer, com honestidade, é converter o contrato registrado em equivalente por hora e por dia útil, usando o divisor de 220 horas da jornada padrão da CLT e 22 dias úteis por mês.

Referência Valor mensal Equivalente por hora Equivalente por dia útil
p25 R$ 2.370,00 R$ 10,77 R$ 107,73
Mediana R$ 2.631,20 R$ 11,96 R$ 119,60
p90 R$ 3.080,00 R$ 14,00 R$ 140,00
Cálculo da Redação Mapa das Carreiras sobre a mediana do Novo CAGED, CBO 715210, competência 07/2026. Divisor de 220 horas mensais e 22 dias úteis. Valor de salário contratual, sem encargos, benefícios ou adicionais.

Atenção a um ponto que gera muita confusão. Esse equivalente de R$ 119,60 por dia útil não é o preço de uma diária de mercado. A diária cobrada por um pedreiro autônomo precisa cobrir também férias, décimo terceiro, FGTS, INSS, ferramenta, deslocamento e os dias sem obra, tudo o que o contrato formal já embute. Comparar a diária do informal com o equivalente diário do contrato registrado, sem fazer esse ajuste, é comparar coisas diferentes.

A escada de cargos da obra

Comparar o pedreiro com as ocupações vizinhas do canteiro mostra onde estão os degraus e quanto vale cada um deles em julho de 2026.

Ocupação CBO Admissões Mediana Diferença
Mestre de obras 710205 5.606 R$ 4.153,90 +57,9%
Ladrilheiro 716510 1.005 R$ 2.801,98 +6,5%
Encanador 724110 4.749 R$ 2.800,00 +6,4%
Gesseiro 716405 2.355 R$ 2.780,80 +5,7%
Armador de estrutura de concreto 715305 2.334 R$ 2.697,20 +2,5%
Eletricista de instalações em edifícios 715610 1.427 R$ 2.636,64 +0,2%
Pedreiro 715210 28.037 R$ 2.631,20 referência
Pintor de obras 716610 6.319 R$ 2.631,20 0,0%
Operador de betoneira 715405 800 R$ 2.618,00 -0,5%
Marmorista 716525 810 R$ 2.294,60 -12,8%
Servente de obras 717020 75.267 R$ 1.810,60 -31,2%
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Salário de admissão por CBO, competência 07/2026. Diferenças calculadas sobre a mediana do pedreiro. Consulta em 09/09/2026.

A tabela conta uma história em três andares. No térreo está o servente de obras, a quarta ocupação que mais contratou no Brasil no mês, com 75.267 admissões e mediana de R$ 1.810,60. No meio está um bloco enorme de ofícios que se pagam praticamente igual: pedreiro, pintor, armador, gesseiro, encanador, ladrilheiro e eletricista de edifícios ficam todos dentro de uma faixa de 7%. No topo está o mestre de obras, sozinho, 57,9% acima do pedreiro.

Ou seja: trocar de ofício dentro do canteiro quase não muda o salário. O que muda é subir de nível. E existem só dois degraus reais nessa escada, um na entrada e outro na chefia.

De servente a pedreiro: quanto vale o degrau

Este é o número mais útil desta página para quem está começando. O pedreiro entra ganhando 45,3% a mais que o servente de obras. Em dinheiro, são R$ 820,60 por mês de diferença no contrato de admissão, e o degrau não exige diploma, curso técnico nem prova: exige aprender o ofício.

O tamanho do funil ajuda a entender o mercado. Em julho de 2026 a construção contratou 75.267 serventes e 28.037 pedreiros. São 2,7 serventes para cada pedreiro contratado no mesmo mês. Quem está no canteiro como ajudante está numa fila com concorrência alta, mas com um destino claro do outro lado.

O degrau seguinte é o mestre de obras, com mediana de R$ 4.153,90 e 5.606 admissões no mês. Do servente ao mestre, a diferença acumulada é de 129,4%. É a mesma obra, o mesmo canteiro, e mais que o dobro do salário de entrada.

Vale registrar o que a comparação não diz. O CAGED mede o contrato de admissão, então esse salto de 45,3% é o que separa duas contratações diferentes no mesmo mês, e não o aumento que um servente específico recebeu ao ser promovido dentro da mesma empresa.

Onde a profissão se encaixa no mercado brasileiro

Julho de 2026 registrou 2.214.371 admissões formais em 1.329 ocupações, com mediana ponderada geral de R$ 2.224,69. Colocando o pedreiro nesse mapa, o resultado surpreende quem só conhece a fama da profissão.

Referência Mediana de admissão Diferença para a base
Salário mínimo vigente R$ 1.621,00 -14,9%
Ocupações de base, sem exigência de formação específica R$ 1.904,08 referência
Mediana geral do mercado formal R$ 2.224,69 +16,8%
Ocupações de nível médio técnico R$ 2.522,76 +32,5%
Pedreiro R$ 2.631,20 +38,2%
Ocupações de nível superior R$ 4.414,09 +131,8%
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Medianas ponderadas por grande grupo da CBO, competência 07/2026, sobre 2.214.371 admissões em 1.329 ocupações. Salário mínimo vigente em julho de 2026. Consulta em 09/09/2026.

O pedreiro entra 4,3% acima da mediana das ocupações de nível técnico do país, e 18,3% acima da mediana geral do mercado formal. É uma das poucas ocupações brasileiras que pagam acima do patamar técnico sem exigir curso técnico. A mediana equivale a 1,62 salário mínimo.

Isso não significa que estudar não compense: o nível superior ainda entra 67,8% acima do pedreiro. Significa que, entre as portas que não pedem diploma, esta é uma das mais bem pagas do país. Para comparar com outra ocupação de ofício regulada, vale ver os números do eletricista.

Formação exigida para ser pedreiro

Não existe exigência legal de escolaridade, curso técnico ou registro em conselho para trabalhar como pedreiro. A profissão não é regulamentada por lei específica e o acesso se dá pela experiência prática. Na maioria dos canteiros, o caminho é entrar como servente e ser enquadrado como pedreiro quando o domínio do ofício aparece no serviço.

O que existe, e é obrigatório, é a formação de segurança do trabalho. A norma regulamentadora da indústria da construção exige treinamento admissional antes do início das atividades no canteiro, com carga horária definida, além de treinamento periódico. Isso vale para todo trabalhador da obra, do servente ao mestre, e é o empregador que precisa oferecer.

Cursos livres de alvenaria estrutural, leitura de projeto, acabamento e revestimento não são obrigatórios, mas mudam o repertório de quem quer chegar na ponta de cima da distribuição, e são a base para a promoção a mestre de obras. O custo da mão de obra na construção é acompanhado mensalmente pelo Sinapi, do IBGE em parceria com a Caixa, que é a referência oficial de custo de obra no país.

Há ainda um caminho que os dados não mostram, mas que a prática do setor mostra todo dia: o pedreiro que passa a tocar a própria equipe deixa de vender só a mão de obra e passa a administrar orçamento, contrato, compra de material e prazo. Essa virada é de gestão, não de ofício, e é onde muita empreitada boa quebra por falta de conta.

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Mercado de trabalho para pedreiro

Com 28.037 admissões em julho de 2026, o pedreiro foi a 15ª ocupação que mais contratou no Brasil no mês. Somando o servente de obras, o pintor, o eletricista de instalações, o encanador, o armador e o gesseiro, a construção civil coloca várias das maiores ocupações do país na mesma cadeia produtiva. É um dos setores que mais abre porta de entrada no mercado formal brasileiro.

A ocupação também é uma das mais espalhadas geograficamente. Ela contratou nas 27 unidades da federação no mesmo mês, algo que poucas ocupações fazem. Isso importa para quem está decidindo carreira em cidade pequena: obra existe em todo lugar, e o salário de entrada é parecido no país inteiro.

Os dados de admissões e desligamentos por ocupação são publicados mensalmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego no portal do Novo CAGED, que é a base de tudo o que está nesta página. Para ver o tamanho relativo da ocupação dentro do mercado, vale conferir o levantamento das profissões que mais contrataram em julho de 2026.

Na outra ponta da mesma obra está quem assina o projeto: o engenheiro civil tem um levantamento próprio nesta série, e a comparação entre as duas medianas mostra bem o que o diploma faz com o salário dentro de um mesmo canteiro.

Vale lembrar do outro lado da conta: a construção é um setor cíclico, sensível a juros e a crédito imobiliário. Volume alto de contratação num mês não garante o mesmo volume no mês seguinte, e o CAGED registra também os desligamentos, que no setor são igualmente altos.

Cinco erros ao comparar salário de pedreiro

1. Comparar diária de mercado com salário de carteira. O contrato formal embute férias, décimo terceiro, FGTS e INSS. A diária do autônomo precisa cobrir tudo isso e ainda os dias parados. São números que não se comparam direto.

2. Confundir salário contratual com o que cai na conta. Insalubridade, periculosidade, hora extra e prêmio de produção não entram no valor registrado no CAGED.

3. Misturar Brasil com exterior. Boa parte das buscas por salário de pedreiro no Google é sobre Estados Unidos, Portugal e Paraguai. Esta página trata exclusivamente do mercado formal brasileiro.

4. Achar que acabamento e alvenaria são a mesma coisa no contrato. Estão na mesma CBO, mas a especialidade influencia onde o profissional cai dentro da faixa de R$ 2.370,00 a R$ 3.080,00.

5. Tratar salário de admissão como salário de carreira. Quem está há dez anos na mesma construtora, com reajustes de convenção acumulados, ganha mais do que aparece aqui.

Como negociar o salário de pedreiro

Peça o enquadramento correto. Muita gente entra registrada como servente e faz serviço de pedreiro. A diferença entre as duas funções é de 45,3% no salário de entrada, e o enquadramento consta no registro.

Use a especialidade como argumento. Acabamento, revestimento, alvenaria estrutural e recuperação são frentes que a obra tem dificuldade de repor. Quem domina uma delas negocia na ponta de cima, perto do p90 de R$ 3.080,00.

Pergunte pelo prazo da obra. Contrato de obra curta e contrato de construtora com carteira de projetos são realidades diferentes de estabilidade, mesmo com salário igual.

Confirme os adicionais e os benefícios. Vale transporte, alimentação no canteiro, insalubridade e prêmio por produção mudam bastante o valor efetivo e nem sempre aparecem na conversa inicial.

Mire o degrau do mestre desde já. São 57,9% de diferença, e o caminho passa por leitura de projeto, controle de equipe e planejamento, não por mais tempo assentando bloco.

O que este dado não mostra

O Novo CAGED registra vínculos formais celetistas. A construção civil brasileira tem uma parcela relevante de trabalho por conta própria e sem registro, e nada disso aparece aqui. Quem trabalha por diária, por empreitada ou como microempreendedor individual está fora desta base.

A base também é de admissões, não de estoque. Ela mostra quanto ganha quem foi contratado no mês, não quanto ganha quem já está empregado. E não separa por especialidade dentro da CBO 715210, nem por porte de obra.

Para o retrato de quem já está empregado, a fonte adequada é a RAIS. Para incluir o trabalho informal, que no setor é grande, a fonte é a PNAD Contínua do IBGE. Para custo de obra e composição de mão de obra por serviço, a fonte é o Sinapi. Cada uma responde a uma pergunta diferente e nenhuma substitui a outra.

Glossário

Mediana: valor que divide o conjunto ao meio. Metade dos contratos ficou abaixo dele e metade acima.

p25, p75 e p90: percentis. O p25 é o valor abaixo do qual ficou 25% dos contratos, o p75 marca 75% e o p90 marca 90% deles.

CBO: Classificação Brasileira de Ocupações. É a ocupação declarada no registro, não o cargo interno da empresa. A CBO do pedreiro é 715210.

Salário de admissão: valor do contrato registrado no momento da contratação, sem adicionais e sem reajustes posteriores.

Novo CAGED: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, sistema do Ministério do Trabalho que registra mensalmente admissões e desligamentos com carteira assinada.

Sinapi: Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, produzido pelo IBGE em parceria com a Caixa, referência oficial de custo de obra no Brasil.

Quando esta página é atualizada

Os números são recalculados a cada nova competência divulgada do Novo CAGED, o que acontece mensalmente. Quando a mediana da ocupação varia mais de 3% em relação à última publicação, as tabelas, os gráficos e a competência declarada nas fontes são refeitos. A data de revisão no rodapé indica sempre a última verificação.

Perguntas frequentes sobre o salário do pedreiro

Quanto ganha um pedreiro por dia? O contrato formal não é pago por dia. Convertendo a mediana mensal de R$ 2.631,20 por 22 dias úteis, o equivalente diário é de R$ 119,60, mas esse valor já inclui direitos que a diária do autônomo precisa cobrir por fora.

Quanto ganha um pedreiro por mês no Brasil? A mediana do salário de admissão foi de R$ 2.631,20 em julho de 2026, sobre 28.037 contratações formais registradas no país.

Quanto ganha um pedreiro autônomo? Esta página não responde a essa pergunta, e nenhuma fonte pública responde com precisão. O CAGED só registra contrato com carteira assinada. Para o trabalho por conta própria, a referência mais próxima é a PNAD Contínua do IBGE.

Quanto ganha um pedreiro de carteira assinada? É exatamente o que esta página mede: R$ 2.631,20 na mediana, com faixa de R$ 2.370,00 no p25 a R$ 3.080,00 no p90.

Quanto ganha um pedreiro por hora? Usando o divisor de 220 horas da jornada padrão da CLT, a mediana equivale a R$ 11,96 por hora de salário contratual.

Quanto ganha um pedreiro em São Paulo? R$ 2.801,98, ou 6,5% acima da mediana nacional, sobre 6.498 admissões no mês. São Paulo concentra quase um quarto das contratações do país na ocupação.

Qual estado paga o melhor salário? Entre os doze de maior volume, o Rio de Janeiro, com R$ 3.025,00, seguido de perto por Santa Catarina, com R$ 3.000,00.

Quanto ganha um pedreiro em Santa Catarina? R$ 3.000,00 na mediana, sobre 1.910 admissões, 14,0% acima da mediana nacional.

Pedreiro ganha mais que servente? Sim, e a diferença é grande: 45,3% no salário de admissão, ou R$ 820,60 por mês.

Precisa de curso para ser pedreiro? Não há exigência legal de curso ou escolaridade para a função. O que é obrigatório é o treinamento de segurança do trabalho exigido pela norma da construção, que o empregador precisa oferecer antes do início das atividades.

Quanto ganha um mestre de obras? R$ 4.153,90 na mediana de julho de 2026, sobre 5.606 admissões. São 57,9% acima do pedreiro e o maior degrau da escada do canteiro.

Se o que ficou claro aqui foi que o salto de renda na obra vem de assumir a gestão e não de fazer mais horas, o próximo passo é olhar com calma as opções de formação a distância na área de administração antes de decidir qualquer coisa.

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Dados revisados em setembro/2026. Publicado pela Redação Mapa das Carreiras.

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