Quanto ganha um eletricista em 2026: salário por experiência e região
A mediana do salário de admissão de um eletricista no Brasil é de R$ 2.387,23, sobre 7.721 contratações formais registradas em julho de 2026. O percentil 25 ficou em R$ 1.930,98 e o percentil 90 chegou a R$ 3.500,00.
Mas o número que importa mesmo nesta página é outro, e ele responde à dúvida real de quem trabalha no ofício: industrial, predial e automotivo pagam a mesma coisa? Não pagam. A Classificação Brasileira de Ocupações separa o eletricista em quatro códigos com amostra suficiente no mês, e a diferença entre o mais bem pago e o menos bem pago é de R$ 421,01 por mês. Somados, esses quatro códigos registraram 13.623 contratações em julho de 2026, o que faz da ocupação um dos maiores mercados de ofício qualificado do país.
Os números desta página se referem ao código 715615, Eletricista de Instalações, o de maior volume. A tabela comparativa mais adiante abre os quatro, e é ela que quase nenhuma outra página publica.
Índice do artigo
- Quanto ganha um eletricista hoje
- A faixa completa do salário de eletricista, do percentil 25 ao 90
- Quanto isso representa por hora trabalhada
- O que faz o salário de eletricista variar
- Salário de eletricista por estado
- O mapa regional do salário de eletricista
- Como o salário de eletricista se compara com ocupações vizinhas
- Piso salarial da categoria
- Formação exigida para atuar como eletricista
- Mercado de trabalho para eletricista
- Cinco erros comuns ao comparar salários de eletricista
- Como usar o salário de eletricista em uma negociação
- O que este dado sobre eletricista não mostra
- Como este número foi apurado
- Glossário rápido para ler o salário de eletricista
- Quando o salário de eletricista é atualizado nesta página
- Perguntas frequentes sobre quanto ganha um eletricista
Quanto ganha um eletricista hoje
A tabela separa as admissões por faixa etária, que aqui funciona como aproximação de tempo de carreira e nunca como classificação de senioridade, porque o CAGED registra a ocupação declarada e não o cargo interno da empresa.
| Faixa etária | Mediana do salário de admissão | Admissões na amostra |
|---|---|---|
| Até 24 anos | R$ 2.016,12 | 1.826 |
| 25 a 34 anos | R$ 2.370,98 | 2.428 |
| 35 anos ou mais | R$ 2.618,84 | 3.400 |

Esta é uma das curvas mais bem comportadas de toda a base, e é boa notícia para o ofício. De R$ 2.016,12 até os 24 anos para R$ 2.370,98 na faixa de 25 a 34 e R$ 2.618,84 na faixa de 35 anos ou mais, o crescimento é contínuo e soma 29,9% da primeira à última faixa. Com 1.826, 2.428 e 3.400 contratações respectivamente, as três amostras são grandes e a progressão é sólida.
Repare também na distribuição das contratações: o mercado contratou mais gente acima de 35 anos que em qualquer outra faixa. Ao contrário de boa parte das ocupações operacionais, aqui a experiência não vira desvantagem na hora da contratação. É o comportamento típico de um ofício em que o conhecimento acumulado tem valor prático mensurável e em que a segurança do trabalho depende de quem já viu problema antes.
A faixa completa do salário de eletricista, do percentil 25 ao 90
Publicar um valor único esconde o que interessa. A distribuição abaixo mostra onde caiu cada quarto das 7.721 contratações do mês.
| Corte da distribuição | Valor | O que significa |
|---|---|---|
| Percentil 25 | R$ 1.930,98 | um quarto das admissões saiu abaixo deste valor |
| Mediana | R$ 2.387,23 | metade ficou acima, metade abaixo |
| Percentil 75 | R$ 2.900,00 | só um quarto das admissões passou daqui |
| Percentil 90 | R$ 3.500,00 | o topo das contratações do mês |
O percentil 25 de R$ 1.930,98 é o retrato da entrada em obra e em serviço terceirizado de pequeno porte. O percentil 90 de R$ 3.500,00, quase o dobro, é o da manutenção industrial e do trabalho em sistema elétrico de potência, onde a exigência de treinamento específico e o risco envolvido puxam o salário para cima. A distância de 1,81 vez entre as duas pontas é o preço de mercado da qualificação dentro do mesmo ofício.
Quanto isso representa por hora trabalhada
Dividindo a mediana pela jornada mensal de referência de 220 horas, equivalente a 44 horas semanais, a hora de eletricista sai a R$ 10,85. O percentil 25 corresponde a R$ 8,78 por hora e o percentil 90 a R$ 15,91.
É um cálculo de referência sobre o salário contratual. A base não informa a jornada de cada contrato individual, então quem for admitido em jornada reduzida terá valor por hora diferente do que aparece aqui. Guarde esse valor, porque ele tem uma confirmação independente. A convenção coletiva da construção civil do Distrito Federal para 2025 e 2027 fixa o eletricista, enquadrado como Oficial, em R$ 11,02 por hora. A hora calculada a partir da mediana nacional de admissão do CAGED e a hora negociada em convenção ficam a menos de vinte centavos uma da outra, o que diz muito sobre como esse salário se forma.
O que faz o salário de eletricista variar
O primeiro fator é o tipo de instalação, e a tabela comparativa desta página o quantifica: manutenção eletroeletrônica paga 17,6% acima de instalação genérica. O segundo é o treinamento em segurança. A norma regulamentadora número 10 exige curso básico de 40 horas para atividade em instalações elétricas e um complementar, também de 40 horas, para quem atua em sistema elétrico de potência. Quem tem o complementar acessa vagas que quem só tem o básico não acessa, e essa é a fronteira salarial mais objetiva do ofício.
O terceiro é o setor do empregador. Concessionária de energia, indústria e mineração pagam acima de construtora e de empresa de serviços prediais. O quarto é a convenção coletiva local, que na prática define o piso do eletricista, já que não existe piso nacional da categoria. O quinto é o adicional de periculosidade, devido a quem trabalha em condições previstas na legislação e que representa 30% sobre o salário base, item que muda bastante o contracheque e que não aparece no salário contratual declarado no CAGED.
Salário de eletricista por estado
Só entram na tabela os estados que fecharam pelo menos 15 admissões na competência. Abaixo desse corte o número deixa de ser informativo e vira ruído, por isso ele não é publicado aqui.
| Estado | Mediana do salário de admissão | Admissões na amostra |
|---|---|---|
| SP | R$ 2.757,50 | 2.098 |
| MG | R$ 2.130,70 | 867 |
| PR | R$ 2.500,00 | 670 |
| RS | R$ 1.978,55 | 494 |
| SC | R$ 2.350,00 | 434 |
| RJ | R$ 2.500,00 | 403 |
| BA | R$ 2.603,05 | 331 |
| GO | R$ 2.432,17 | 300 |
| MS | R$ 2.800,00 | 253 |
| CE | R$ 2.200,00 | 243 |
| MT | R$ 2.300,00 | 229 |
| PA | R$ 2.300,00 | 197 |

O mapa regional do salário de eletricista
São Paulo lidera com mediana de R$ 2.757,50 e também com o maior volume do país, 2.098 admissões, o que é raro: normalmente o estado de maior volume não é o de maior mediana. Mato Grosso do Sul aparece logo à frente em valor, com R$ 2.800,00 sobre 253 contratações, e a Bahia com R$ 2.603,05 sobre 331, ambos acima de estados do Sul e do Sudeste com mercados maiores.
Esse é o achado mais interessante da tabela regional. Mato Grosso do Sul e Bahia concentram obras de infraestrutura, celulose, energia e projetos industriais de grande porte, e é isso que puxa a remuneração da categoria acima do que a renda média do estado sugeriria. Onde tem canteiro grande, tem demanda por eletricista qualificado e tem prêmio salarial.
Na outra ponta, o Rio Grande do Sul fechou em R$ 1.978,55 sobre 494 admissões, abaixo de Minas Gerais e do Ceará, e Minas Gerais em R$ 2.130,70 apesar de ter tido o segundo maior volume do país. Doze estados passaram no corte de quinze admissões, o que dá a esta tabela regional uma cobertura ampla e confiável.
Como o salário de eletricista se compara com ocupações vizinhas
Esta é a tabela que responde à pergunta que todo mundo faz e que nenhuma página abre com fonte: industrial paga mais que predial? E automotivo? A Classificação Brasileira de Ocupações separa o eletricista em quatro códigos com amostra suficiente em julho de 2026, e a comparação abaixo usa os quatro na mesma base, no mesmo mês e com o mesmo critério.
| Tipo de eletricista (CBO) | Mediana do salário de admissão | Admissões no mês |
|---|---|---|
| Eletricista de Manutenção Eletroeletrônica (951105) | R$ 2.808,24 | 3.604 |
| Eletricista de Instalações, Edifícios (715610) | R$ 2.636,64 | 1.427 |
| Eletricista de Instalações, Veículos (953115) | R$ 2.500,00 | 871 |
| Eletricista de Instalações (715615) | R$ 2.387,23 | 7.721 |
A resposta está na primeira linha. O eletricista de manutenção eletroeletrônica, que é o perfil mais próximo do que o mercado chama de eletricista industrial, teve mediana de R$ 2.808,24, cerca de 17,6% acima do código genérico de instalações. O de edifícios, o predial, ficou em R$ 2.636,64, e o de veículos automotores em R$ 2.500,00.
Some as quatro linhas da coluna da direita e você tem 13.623 contratações de eletricista em um único mês. É um dos maiores mercados de ofício qualificado do país. E a diferença entre o código mais bem pago e o menos bem pago é de R$ 421,01 por mês, ou 17,6%, para profissionais que muitas vezes fizeram o mesmo curso e têm o mesmo tempo de estrada. Migrar de instalação para manutenção eletroeletrônica é, em números, a mudança de trajetória mais rentável disponível dentro do próprio ofício.
Piso salarial da categoria
Não existe piso salarial nacional do eletricista, nem em lei nem em convenção de abrangência nacional. Também não existe conselho profissional do eletricista: a profissão não é regulamentada por lei própria e não há registro obrigatório, ao contrário do engenheiro eletricista, que se registra no CREA. Vale uma distinção: quem conclui o curso técnico em Eletrotécnica é abrangido pela Lei 5.524/1968 e registra-se no Conselho Federal dos Técnicos Industriais, criado pela Lei 13.639/2018.
O piso, na prática, vem da convenção coletiva de cada região e categoria econômica. Dois exemplos de instrumentos vigentes dão a dimensão da variação. Na construção civil do Distrito Federal, a convenção coletiva firmada entre o Sinduscon e o sindicato dos trabalhadores para 2025 e 2027, registrada no Ministério do Trabalho em 29 de maio de 2025, enquadra o eletricista como Oficial com R$ 2.424,40 por mês, ou R$ 11,02 por hora. Já entre os eletricitários de São Paulo, o piso de empreiteiras ficou em R$ 1.800,00 a partir de 1º de julho de 2025.
A comparação com esta base é esclarecedora. A hora calculada a partir da mediana nacional de admissão é de R$ 10,85, praticamente idêntica à hora de convenção do Distrito Federal. Isso mostra que, na base do ofício, o salário de contratação segue de perto o piso negociado, e que a distância para o percentil 90 de R$ 3.500,00 se explica por qualificação e por setor, não por negociação individual.
Formação exigida para atuar como eletricista
Não há exigência de faculdade nem de registro em conselho profissional para atuar como eletricista. O caminho mais comum é a qualificação profissional de curta duração, que costuma variar de 160 a 300 horas, ou o curso técnico em Eletrotécnica, com cerca de 1.200 horas e duração de um ano e meio a dois anos.
O que é praticamente obrigatório no mercado é o treinamento da norma regulamentadora número 10, do Ministério do Trabalho e Emprego, que trata da segurança em instalações e serviços em eletricidade. São 40 horas no curso básico e mais 40 horas no complementar para sistema elétrico de potência, com reciclagem periódica.
O texto da norma foi atualizado por portaria publicada em maio de 2026, com entrada em vigor prevista para junho de 2027, então vale conferir a versão vigente no site do ministério antes de contratar qualquer curso. Sem o treinamento válido, a empresa não pode liberar o profissional para a atividade, e é por isso que ele funciona como porta de entrada e não como diferencial. As opções de nível técnico estão em Cursos Técnicos.
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Foram 7.721 admissões formais de eletricista de instalações em julho de 2026, e 13.623 somando os quatro códigos de eletricista com amostra suficiente. É um dos maiores volumes de contratação de ofício qualificado do país em um único mês.
Há um vetor de demanda estrutural por trás desse volume. A expansão da geração distribuída no Brasil, puxada pela energia solar, chegou perto de 50 gigawatts de capacidade instalada, a ponto de o Operador Nacional do Sistema ter precisado suspender geração excedente pela segunda vez no ano em agosto de 2026, conforme noticiou a Agência Brasil. Cada quilowatt instalado passou pela mão de alguém que sabe fazer instalação elétrica, e o parque instalado precisa de manutenção pelos próximos vinte anos.
É uma diferença importante em relação a outros ofícios: a demanda por eletricista não depende apenas de obra nova. Ela tem um componente permanente de manutenção que cresce com o próprio estoque de instalações. Para comparar com outras funções operacionais apuradas do mesmo jeito, veja quanto ganha um operador de empilhadeira e a categoria Mercado de Trabalho.
Cinco erros comuns ao comparar salários de eletricista
1. Tratar eletricista como uma ocupação só. São quatro códigos na CBO com R$ 421,01 de diferença entre o topo e a base, no mesmo mês e na mesma base.
2. Somar periculosidade ao salário do CAGED. O adicional de 30%, quando devido, incide sobre o salário base e entra por fora do valor contratual declarado.
3. Confundir eletricista com engenheiro eletricista. São profissões distintas, com formação, registro e piso completamente diferentes. Engenheiro eletricista tem CREA e piso legal; eletricista não tem nem um nem outro.
4. Usar média em vez de mediana. Com 7.721 contratações e percentil 90 em R$ 3.500,00, a média nacional descreve mal a realidade da maioria.
5. Ignorar o treinamento da NR-10. Sem o curso válido a empresa não libera a atividade. Não é diferencial de currículo, é requisito de liberação, e o complementar de sistema elétrico de potência é o que abre as vagas mais bem pagas.
Como usar o salário de eletricista em uma negociação
O argumento mais forte do eletricista em uma negociação não é tempo de casa: é qualificação documentada. Chegue dizendo qual treinamento da NR-10 você tem válido, se inclui o complementar de sistema elétrico de potência, e a data da última reciclagem. Isso muda a faixa da vaga, não a simpatia do recrutador.
Depois, use os números. A mediana do seu estado está aberta na tabela acima para doze unidades da federação, e o percentil 75 nacional é R$ 2.900,00. Se a vaga é de manutenção industrial, a referência correta não é a mediana desta página e sim os R$ 2.808,24 do código de manutenção eletroeletrônica.
Pergunte também duas coisas que costumam valer mais que o reajuste em discussão: se a atividade dá direito ao adicional de periculosidade e qual convenção coletiva rege o contrato. Na base do ofício, a convenção é praticamente o salário, e saber qual é muda a conversa inteira.
O que este dado sobre eletricista não mostra
Esta base não cobre o eletricista autônomo, que é uma parcela grande e provavelmente majoritária do ofício, nem quem trabalha sem registro, nem o microempreendedor individual que presta serviço por chamado. Também não cobre servidor público estatutário.
Ela não informa a jornada de cada contrato, não registra adicional de periculosidade, hora extra, adicional noturno nem prêmio por produtividade, e não distingue obra de manutenção dentro do mesmo código. O valor aqui é o salário contratual de admissão, e nada além.
O que ela mostra, com uma amostra que nenhuma pesquisa privada alcança, é quanto as empresas brasileiras efetivamente registraram ao contratar 7.721 eletricistas de instalações em um único mês, com o recorte por estado e por faixa etária aberto, e a comparação com os outros três códigos de eletricista feita na mesma base.
Como este número foi apurado
O número desta página não vem de agregador de vagas nem de pesquisa declarada por usuário. Ele sai do microdado do Novo CAGED, a base em que toda empresa brasileira é obrigada a declarar mensalmente as admissões e os desligamentos de trabalhadores com carteira assinada.
O processamento é o seguinte. Baixamos o arquivo da competência 07/2026 publicado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, filtramos apenas os registros de admissão, descartamos valores abaixo de R$ 500,00 e acima de R$ 200.000,00 por serem erro de digitação e calculamos mediana e percentis por código da Classificação Brasileira de Ocupações. Para eletricista isso corresponde ao CBO 715615, Eletricista de Instalações.
Usamos mediana e não média porque a média sobe com poucos contratos altíssimos e passa a descrever uma realidade que quase ninguém vive. Publicamos o número de admissões junto de cada valor para que qualquer pessoa possa julgar o peso da amostra: o corte mínimo é de 30 admissões no recorte nacional e de 15 nos recortes por estado e por faixa etária.
Glossário rápido para ler o salário de eletricista
Salário de admissão. O valor contratual registrado no momento da contratação. Não é o salário de quem já está na empresa há anos, que costuma ser maior.
Mediana. O valor do meio. Metade das contratações ficou acima e metade abaixo.
Percentil 25 e percentil 75. Os limites do quarto de baixo e do quarto de cima da distribuição.
n. Quantas contratações entraram naquele recorte. Quanto maior, mais confiável.
CBO. Classificação Brasileira de Ocupações. Identifica a ocupação declarada, não o cargo que a empresa usa no crachá.
Faixa etária como proxy. O CAGED não registra senioridade, então a idade é a melhor aproximação disponível para tempo de carreira e deve ser lida como aproximação.
Quando o salário de eletricista é atualizado nesta página
O Ministério do Trabalho e Emprego divulga o Novo CAGED com cerca de trinta dias de defasagem, perto do fim do mês seguinte à competência. Assim que a base nova entra, esta página é reprocessada e as tabelas, os gráficos e a competência citada mudam junto.
Nenhum valor aqui é projeção. Se você está lendo isto meses depois, confira a data de revisão no rodapé: ela diz exatamente até quando o número foi conferido.
Perguntas frequentes sobre quanto ganha um eletricista
Quanto ganha um eletricista em 2026?
A mediana do salário de admissão do eletricista de instalações foi de R$ 2.387,23 em julho de 2026, sobre 7.721 contratações formais, com percentil 25 em R$ 1.930,98 e percentil 90 em R$ 3.500,00. O valor é de salário contratual e não inclui adicional de periculosidade nem hora extra.
Quanto ganha um eletricista industrial?
O perfil mais próximo do eletricista industrial na CBO é o eletricista de manutenção eletroeletrônica, código 951105, que teve mediana de R$ 2.808,24 em julho de 2026 sobre 3.604 contratações. É cerca de 17,6% acima do eletricista de instalações genérico, e foi a maior mediana entre os quatro códigos de eletricista com amostra no mês.
Quanto ganha um eletricista predial?
O eletricista de instalações em edifícios, código 715610, teve mediana de R$ 2.636,64 em julho de 2026 sobre 1.427 contratações. Fica acima do eletricista de instalações genérico e abaixo do de manutenção eletroeletrônica.
Quanto ganha um eletricista automotivo?
O eletricista de instalações em veículos automotores e máquinas operatrizes, código 953115, teve mediana de R$ 2.500,00 em julho de 2026 sobre 871 contratações formais. É o terceiro entre os quatro códigos de eletricista com amostra suficiente no mês.
Quanto ganha um eletricista autônomo?
O eletricista autônomo não entra no CAGED, que registra apenas vínculos com carteira assinada, e por isso não existe esse dado com fonte primária nesta base. Quem cobra por serviço forma preço a partir do custo da hora, do material e do deslocamento. A hora calculada a partir da mediana de admissão, R$ 10,85, serve apenas como piso de referência do que o mercado formal paga, e não como preço de serviço.
Eletricista precisa de curso NR-10?
Na prática, sim. A norma regulamentadora número 10 exige curso básico de 40 horas para atividades em instalações elétricas e complementar de 40 horas para quem atua em sistema elétrico de potência, com reciclagem periódica. Sem o treinamento válido a empresa não pode liberar o profissional para a atividade. O texto da norma foi atualizado por portaria de maio de 2026, com vigência prevista para junho de 2027, então convém conferir a versão atual no site do Ministério do Trabalho e Emprego.
Eletricista precisa de registro em conselho?
Não. A profissão de eletricista não é regulamentada por lei própria e não exige registro em conselho profissional. Quem conclui o curso técnico em Eletrotécnica, por outro lado, é abrangido pela Lei 5.524/1968 e registra-se no Conselho Federal dos Técnicos Industriais. O engenheiro eletricista é caso distinto e se registra no CREA.
Dados revisados em setembro de 2026. Publicado pela Redação Mapa das Carreiras.
