Card com o salário de admissão do engenheiro de produção em 2026 segundo o Novo CAGED

Quanto ganha um engenheiro de produção em 2026: faixa e piso

O salário de admissão de um engenheiro de produção no Brasil tem mediana de R$ 11.398,52. O número vem do microdado do Novo CAGED, competência de julho de 2026, sobre 379 contratações formais registradas na ocupação. É o valor central: metade dos contratos de entrada ficou abaixo disso, metade ficou acima.

Esta página traz a distribuição completa, o recorte por estado, a comparação com as outras engenharias e um achado que só aparece quando se olha o microdado: o percentil 75 da ocupação bate na vírgula com o piso previsto na Lei 4.950-A, enquanto o percentil 25 fica abaixo dele.

Quanto ganha um engenheiro de produção hoje

A tabela abaixo mostra a distribuição nacional do engenheiro de produção. A mediana é a referência correta para salário porque não é puxada por poucos contratos muito altos, o que é especialmente relevante em engenharia, onde a dispersão é grande.

Indicador Valor mensal Em salários mínimos
p25 R$ 6.825,00 4,21
Mediana R$ 11.398,52 7,03
p75 R$ 13.778,50 8,50
p90 R$ 17.000,00 10,49
Amostra 379 admissões Julho de 2026, Brasil
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Salário de admissão na CBO 214905, competência 07/2026. Base de 379 admissões. Salário mínimo vigente de R$ 1.621,00. Consulta em 08/09/2026.
Faixa salarial do engenheiro de produção em 2026 comparada ao piso da Lei 4.950-A
Distribuição do salário de admissão e o piso legal, Novo CAGED 07/2026.

O piso da Lei 4.950-A e o que o dado revela

A Lei 4.950-A, de 22 de abril de 1966, fixa o salário mínimo profissional de engenheiros, arquitetos, químicos, agrônomos e veterinários. Ela estabelece seis salários mínimos para a jornada de seis horas diárias e oito salários e meio para a jornada de oito horas.

Com o mínimo vigente de R$ 1.621,00, isso dá R$ 9.726,00 para seis horas e R$ 13.778,50 para oito horas. Agora compare com a distribuição da ocupação: o p75 do engenheiro de produção é exatamente R$ 13.778,50. Não é um valor próximo. É o piso legal de oito horas na vírgula.

Esse encaixe não é coincidência estatística. Ele mostra que uma parcela relevante das empresas usa o piso da lei como referência de contratação, e que o mercado formal de engenharia ainda orbita em torno desse parâmetro sessenta anos depois de ele ter sido criado.

O outro lado do achado é menos confortável. O p25 da ocupação é R$ 6.825,00, valor 29,8% abaixo do piso de seis horas previsto na mesma lei. Isso significa que ao menos um quarto das admissões de engenheiro de produção em julho de 2026 saiu abaixo do piso legal para a menor jornada prevista.

Há explicações possíveis e nenhuma delas é trivial. Contratos de trainee e de estágio convertido, jornadas parciais registradas na ocupação e discussões jurídicas sobre a aplicabilidade da lei a empresas privadas convivem no mesmo dado. Para quem está sendo contratado, o ponto prático é saber que o piso existe e que ele é verificável.

Do p25 ao p90: a faixa real do engenheiro de produção

A distância entre o p25 e o p90 do engenheiro de produção é de 149,1%. Em dinheiro, são R$ 10.175,00 separando o quarto inferior do décimo superior da contratação. É uma amplitude enorme, quase quatro vezes maior que a de ocupações operacionais, e ela define o caráter da carreira.

O que essa dispersão significa na prática é que ser engenheiro de produção não determina o salário sozinho. O setor da empresa, o porte, a localização e, principalmente, o tempo de casa mudam o número de forma decisiva. Dois profissionais com o mesmo diploma podem entrar com contratos que diferem em mais de dez mil reais.

Para quem está escolhendo a carreira, a leitura correta não é olhar a mediana e presumir que vai ganhar isso no primeiro emprego. É olhar o p25 como piso realista de entrada e a mediana como o patamar que se alcança depois de alguns anos.

Quanto muda com a experiência

O recorte por faixa etária é onde a carreira do engenheiro de produção mostra o que tem de melhor. Quem tem até 24 anos entrou com mediana de R$ 4.300,00, sobre 32 contratos. Na faixa de 25 a 34 anos, o valor pula para R$ 10.000,00, sobre 165 contratos. E de 35 anos em diante chega a R$ 12.773,50, sobre 182 contratos.

Do início de carreira ao patamar sênior, o salário de admissão do engenheiro de produção cresce 197,1%. É praticamente o triplo, e é uma das progressões mais acentuadas que aparecem no mercado formal brasileiro. Poucas profissões multiplicam o valor de entrada dessa forma.

Faixa etária Mediana de admissão Admissões Em salários mínimos
Até 24 anos R$ 4.300,00 32 2,65
25 a 34 anos R$ 10.000,00 165 6,17
35 anos ou mais R$ 12.773,50 182 7,88
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Mediana do salário de admissão por faixa etária na CBO 214905, competência 07/2026. Faixas com pelo menos 15 admissões. Consulta em 08/09/2026.

Vale um alerta de leitura. A faixa etária é uma aproximação da experiência, não uma medida dela. O CAGED não registra anos de profissão. Ainda assim, o padrão é consistente e faz sentido com a estrutura de carreira típica da engenharia, em que o salto de júnior para pleno costuma acontecer entre o terceiro e o quinto ano.

Note também que os R$ 4.300,00 da faixa inicial ficam bem abaixo de qualquer piso da Lei 4.950-A. É o retrato do primeiro emprego em engenharia no Brasil: entrada baixa, subida rápida.

Salário de engenheiro de produção por estado

Apenas cinco estados tiveram amostra suficiente para publicar o salário do engenheiro de produção, o que já é uma informação em si: a contratação formal de engenheiro de produção é concentrada no eixo industrial do país.

Estado Mediana de admissão Admissões em julho/2026
Rio de Janeiro R$ 13.137,48 56
Minas Gerais R$ 12.951,50 52
Bahia R$ 12.048,00 19
São Paulo R$ 10.782,99 126
Paraná R$ 9.297,00 22
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Mediana do salário de admissão por unidade da federação, CBO 214905, competência 07/2026. Estados com pelo menos 15 admissões. Consulta em 08/09/2026.
Salário de engenheiro de produção por estado em 2026 segundo o Novo CAGED
Mediana por unidade da federação, Novo CAGED 07/2026.

O Rio de Janeiro lidera com R$ 13.137,48, valor 41,3% acima do Paraná. É um resultado ligado ao peso da indústria de óleo e gás e da petroquímica no estado, setores que puxam a remuneração de engenharia para cima em todo o país.

São Paulo tem o maior volume, com 126 das 379 admissões nacionais, mas a quarta maior mediana. Isso é típico de mercados grandes: eles contratam em toda a faixa, inclusive muito júnior, e o volume de entrada puxa a mediana para baixo.

Quanto vale a hora do engenheiro de produção

A conversão do salário em valor por hora tem uma particularidade importante nesta profissão. Como a Lei 4.950-A trata de jornadas de seis e de oito horas, a referência muda conforme o contrato.

Na jornada de oito horas, equivalente a 220 horas mensais, a mediana de R$ 11.398,52 dá cerca de R$ 51,81 por hora. Na jornada de seis horas, equivalente a 180 horas mensais, o mesmo valor dá aproximadamente R$ 63,33 por hora.

Essa diferença de 22,2% é a razão pela qual todo engenheiro de produção deveria conferir a jornada contratada antes de comparar duas propostas. Um contrato de R$ 11.000,00 em seis horas vale mais por hora do que um de R$ 12.500,00 em oito horas.

Quem contratou engenheiro de produção em julho de 2026

Foram 379 admissões formais na ocupação em um único mês, o que a coloca na 445ª posição entre as 1.329 ocupações com amostra publicável no país. É um volume pequeno em termos absolutos, e isso precisa ser dito com honestidade a quem está escolhendo o curso.

Para dar escala: o Brasil registrou 2.214.371 admissões em julho de 2026. A ocupação de engenheiro de produção representou 0,017% delas. Em outras palavras, para cada engenheiro de produção contratado no mês, o mercado formal contratou cerca de 5.800 pessoas em outras funções.

Isso não significa que o mercado seja ruim. Significa que ele é seletivo e de nicho: paga muito acima da média, mas absorve pouca gente por vez. Quem entra nessa carreira precisa contar com concorrência qualificada e processos seletivos longos.

Vale registrar ainda que muitos formados em engenharia de produção são contratados em ocupações diferentes, como analista de processos, gerente de operações ou consultor. Esses contratos aparecem em outros códigos e não entram nesta contagem.

O que faz um engenheiro de produção no dia a dia

Entender por que a ocupação paga tanto exige entender o que ela entrega. O engenheiro de produção é o profissional contratado para tornar um sistema produtivo mais eficiente, e eficiência, em indústria, se traduz diretamente em dinheiro economizado ou em receita adicional.

Na prática, isso aparece em quatro frentes. A primeira é planejamento e controle da produção: definir quanto produzir, quando produzir e com que recursos, equilibrando estoque, demanda e capacidade instalada. Erro aqui custa parada de linha ou capital imobilizado em estoque parado.

A segunda é qualidade. Definir indicadores, montar controle estatístico de processo, investigar causa raiz de defeito e reduzir refugo. É a frente em que as certificações Seis Sigma são precificadas pelo mercado, porque o retorno é mensurável em percentual de perda evitada.

A terceira é cadeia de suprimentos. Negociação com fornecedor, política de compra, dimensionamento de armazém, roteirização e custo logístico. Em muitas empresas essa é a área que mais absorve engenheiro de produção, porque o custo logístico brasileiro é alto e mexer nele dá resultado rápido.

A quarta é custos e viabilidade. Formação de preço, análise de investimento, cálculo de retorno de projeto e estudo de viabilidade de nova linha. É a frente que aproxima o engenheiro de produção da diretoria financeira e que costuma ser a porta para cargos de gestão.

Existe ainda uma quinta frente que cresceu muito nos últimos anos: análise de dados e automação de processo. Simulação de operação, modelagem de filas e otimização matemática eram conteúdo acadêmico e viraram entregável cotidiano em empresas de médio e grande porte.

É essa combinação que explica a mediana de R$ 11.398,52. O profissional não é pago pelo diploma, e sim pela capacidade de identificar onde uma operação perde dinheiro e de propor a mudança que corrige a perda, com número que sustente a proposta.

Comparação com as outras engenharias

Comparar com as engenharias vizinhas é a forma mais direta de situar o valor. Todos os números vêm da mesma competência e da mesma base.

Ocupação Mediana Admissões Diferença
Engenheiro mecânico R$ 12.602,81 330 10,6% acima
Engenheiro de produção R$ 11.398,52 379 referência
Engenheiro civil R$ 10.857,00 1.239 4,8% abaixo
Arquiteto de edificações R$ 6.092,00 150 46,6% abaixo
Tecnólogo em meio ambiente R$ 5.200,00 69 54,4% abaixo
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Medianas de admissão por CBO, competência 07/2026. Consulta em 08/09/2026.

A engenharia mecânica lidera entre as comparadas, com 10,6% acima. A distância é menor do que se costuma imaginar e não justifica sozinha a escolha de um curso em vez do outro. Nosso levantamento sobre quanto ganha um engenheiro mecânico traz a distribuição completa.

A engenharia civil paga 4,8% menos na mediana, mas contrata mais de três vezes mais gente: 1.239 admissões contra 379. É a diferença clássica entre salário e liquidez de mercado. Os números estão no nosso levantamento sobre quanto ganha um engenheiro civil.

Onde a profissão se encaixa no mercado

Em julho de 2026 o Brasil registrou 2.214.371 admissões formais em 1.329 ocupações com amostra publicável, com mediana ponderada geral de R$ 2.224,69. Um engenheiro de produção entra 412,4% acima dessa mediana geral, ou seja, com mais de cinco vezes o valor.

Separando por nível de formação exigida, as ocupações sem exigência de escolaridade específica pagaram mediana ponderada de R$ 1.904,08; as de nível técnico, R$ 2.522,76; e as de nível superior, R$ 4.414,09. A ocupação fica 158,2% acima da própria média das carreiras de nível superior.

Esse posicionamento coloca a profissão no topo do mercado formal brasileiro. Poucas ocupações com amostra publicável superam a mediana de onze mil reais na admissão, e a maioria delas está em medicina, direito de alto nível ou nas engenharias.

Para entender o retorno da graduação em termos gerais, nosso post-pilar sobre quanto a faculdade paga a mais em 2026 compara os três grandes grupos de formação com o dado do CAGED.

Formação exigida para ser engenheiro de produção

Para ser engenheiro de produção a exigência é a graduação em Engenharia de Produção, curso de cinco anos, seguida de registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do estado onde o profissional vai atuar. Sem o registro ativo, não há assinatura de responsabilidade técnica.

O currículo combina três blocos: as ciências exatas comuns a todas as engenharias, as disciplinas de gestão, como custos, qualidade e cadeia de suprimentos, e as ferramentas quantitativas, como pesquisa operacional, estatística e simulação. É essa combinação que explica por que o engenheiro de produção circula bem entre chão de fábrica e diretoria.

Na prática do mercado, a formação continuada do engenheiro de produção pesa. Certificações em Lean, Seis Sigma e gestão de projetos aparecem com frequência nos requisitos de vaga e são o caminho mais rápido de mover o contrato do p25 para a mediana.

Quem está avaliando entrar na profissão precisa considerar o horizonte: cinco anos de curso mais alguns anos até alcançar o patamar sênior de R$ 12.773,50. É um investimento longo, com retorno alto e comprovado pelo dado.

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Mercado de trabalho para o engenheiro de produção

A demanda por engenheiro de produção no mercado formal acompanha o investimento industrial e a agenda de eficiência operacional das empresas. Em ciclos de expansão, a contratação cresce em manufatura, logística e energia. Em ciclos de aperto, migra para consultoria e para projetos de redução de custo.

Existe também um deslocamento setorial relevante. Uma parcela crescente dos formados é absorvida por tecnologia, serviços financeiros e varejo, em funções de análise de dados e otimização de operação. Esses contratos costumam ser registrados em outras ocupações e não aparecem nesta base.

A concentração geográfica é a principal restrição prática da carreira do engenheiro de produção. Com cinco estados respondendo pela quase totalidade das admissões com amostra publicável, quem mora fora do eixo industrial tende a precisar de mudança de cidade para acessar as melhores faixas.

Quem quiser conferir os números na fonte pode acessar as estatísticas oficiais no portal do Novo CAGED, no Ministério do Trabalho e Emprego, que publica os microdados e as notas metodológicas de cada competência.

Cinco erros ao comparar salários

1. Usar média em vez de mediana. Em engenharia a diferença é grande, porque poucos contratos de altíssimo valor distorcem a média. Todos os números desta página são mediana.

2. Comparar salário de admissão com salário de carreira. O dado é do contrato de entrada. Quem está há dez anos na mesma empresa, com promoções, ganha acima da faixa mostrada aqui.

3. Ignorar a jornada. Seis horas e oito horas mudam o valor da hora em 22,2%. Comparar dois contratos sem olhar a jornada é comparar coisas diferentes.

4. Achar que o piso da lei é automático. A Lei 4.950-A existe e é verificável, mas um quarto das admissões saiu abaixo do piso de seis horas. Conhecer o direito é diferente de tê-lo garantido.

5. Tratar volume e salário como a mesma coisa. A ocupação paga muito bem e contrata pouco. As duas informações precisam andar juntas em qualquer decisão de carreira.

Como o engenheiro de produção negocia o salário

A primeira ferramenta do engenheiro de produção é o piso legal. Chegar em uma negociação sabendo que a Lei 4.950-A prevê seis mínimos para seis horas e oito e meio para oito horas dá um parâmetro objetivo e público, que não depende de opinião.

A segunda é a distribuição. Saber que a mediana nacional é R$ 11.398,52 e que o p75 é R$ 13.778,50 permite localizar a proposta na faixa. Oferta próxima do p25 é oferta de entrada e deve ser tratada como tal.

A terceira é a certificação verificável. Lean, Seis Sigma e gestão de projetos são credenciais que o mercado precifica e que podem ser apresentadas com número de registro. Elas mudam a conversa de forma concreta.

A quarta arma do engenheiro de produção é a mobilidade. Como a diferença entre o estado que mais paga e o que menos paga chega a 41,3%, disponibilidade para mudança é um ativo de negociação real nesta profissão.

O que este dado não mostra

A base do Novo CAGED cobre o emprego formal com carteira assinada. Ela não enxerga o engenheiro de produção que atua como pessoa jurídica, como consultor ou como sócio, arranjos frequentes na faixa mais alta da carreira.

Também não aparece a remuneração variável do engenheiro de produção. Bônus anual, participação nos lucros e resultados e planos de ações ficam fora do salário contratual de admissão e podem representar parcela significativa da remuneração total em indústria de grande porte.

E não aparece o profissional formado que trabalha em outra ocupação. Como boa parte dos egressos vai para funções de gestão, dados ou consultoria, o retrato desta página descreve quem é contratado com o título de engenheiro de produção, não todos os formados no curso.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um engenheiro de produção no Brasil? A mediana do salário de admissão é R$ 11.398,52, com faixa de R$ 6.825,00 no p25 a R$ 17.000,00 no p90, segundo o Novo CAGED de julho de 2026 sobre 379 contratações formais.

Quanto ganha um engenheiro de produção recém-formado? Na faixa de até 24 anos, que é a aproximação disponível para início de carreira, a mediana de admissão foi de R$ 4.300,00 sobre 32 contratos.

Qual é o piso salarial do engenheiro de produção? A Lei 4.950-A de 1966 fixa seis salários mínimos para jornada de seis horas e oito e meio para oito horas, o que dá R$ 9.726,00 e R$ 13.778,50 com o mínimo vigente de R$ 1.621,00.

Engenharia de produção paga mais que engenharia civil? Na mediana de admissão de julho de 2026, sim: R$ 11.398,52 contra R$ 10.857,00, uma diferença de 4,8%. A engenharia civil, porém, contratou mais de três vezes mais pessoas no mesmo mês.

Engenharia de produção paga mais que engenharia mecânica? Não. O engenheiro mecânico entrou com mediana de R$ 12.602,81, valor 10,6% acima.

Qual estado paga melhor? Entre os cinco com amostra suficiente, o Rio de Janeiro lidera com R$ 13.137,48, seguido de Minas Gerais com R$ 12.951,50.

Precisa de registro no CREA? Sim. O exercício da profissão exige registro ativo no conselho regional do estado de atuação, sem o qual não há responsabilidade técnica válida.

Quantas horas trabalha um engenheiro de produção? Depende do contrato. A Lei 4.950-A prevê pisos distintos para jornadas de seis e de oito horas diárias, e a jornada contratada muda o valor da hora em 22,2%.

O mercado de engenharia de produção é grande? Em volume, não. Foram 379 admissões formais na ocupação em julho de 2026, o que corresponde a 0,017% de todas as contratações do mês no país.

Quanto vale a hora de um engenheiro de produção? Cerca de R$ 51,81 na jornada de oito horas e aproximadamente R$ 63,33 na jornada de seis horas, considerando a mediana nacional.

Glossário

Mediana. O valor central da distribuição: metade ganha menos, metade ganha mais. Preferida à média porque não é distorcida por valores extremos.

p25, p75 e p90. Percentis. O p25 é o valor abaixo do qual estão 25% dos casos; o p90, abaixo do qual estão 90%.

CBO. Classificação Brasileira de Ocupações. A desta página é a 214905, engenheiro de produção.

Lei 4.950-A. Norma de 1966 que fixa o salário mínimo profissional de engenheiros, arquitetos, químicos, agrônomos e veterinários, em múltiplos do salário mínimo conforme a jornada.

CREA. Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, entidade responsável pelo registro profissional e pela fiscalização do exercício da engenharia.

Uma leitura de cenário para quem está decidindo

Vale fechar com um exercício simples de comparação, deixando claro que ele é um cenário construído a partir dos números desta página e não uma promessa de resultado. Nenhuma escolha de curso garante emprego, salário ou aprovação em processo seletivo.

Tome três referências reais do mesmo mês: a mediana de admissão de quem não tem exigência de escolaridade específica, R$ 1.904,08; a de quem tem nível técnico, R$ 2.522,76; e a do engenheiro de produção, R$ 11.398,52. A distância entre a primeira e a última é de quase seis vezes.

Agora ajuste pelo realismo. Ninguém sai da faculdade ganhando a mediana da ocupação. A referência de entrada é a faixa de até 24 anos, R$ 4.300,00, que já é 125,8% acima da mediana do grupo sem exigência de escolaridade, e o patamar de R$ 12.773,50 aparece depois dos 35 anos.

O que o dado sustenta, portanto, é uma curva longa: cinco anos de curso, alguns anos em faixa de entrada e um platô alto na maturidade. Quem consegue atravessar essa curva encontra uma das melhores remunerações do mercado formal brasileiro; quem precisa de retorno rápido deveria olhar outras rotas antes de decidir.

Quando esta página é atualizada

Os números são recalculados a cada nova competência divulgada do Novo CAGED, o que acontece mensalmente. Quando a mediana da ocupação varia mais de 3% em relação à última publicação, as tabelas, os gráficos e a competência declarada nas fontes são refeitos. A data no rodapé indica a última verificação.

Se o que este dado mostra é uma carreira de entrada baixa e teto alto, a decisão que importa é começar cedo e planejar os cinco anos de curso com clareza sobre o que vem depois.

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Dados revisados em setembro/2026. Publicado pela Redação Mapa das Carreiras.

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