Card com o salário de admissão do arquiteto em 2026 segundo o Novo CAGED

Arquiteto: salário em 2026 e o piso legal da profissão

A mediana do salário de admissão de um arquiteto no Brasil é de R$ 6.092,00, apurada sobre 150 contratações formais de arquiteto de edificações registradas em julho de 2026. O percentil 25 ficou em R$ 3.989,00 e o percentil 90 chegou a R$ 12.804,00, uma distância de 3,2 vezes entre a base e o topo do mesmo mês.

Esta página faz uma conta que os sites de faculdade evitam. A Lei 4.950-A, de 1966, fixa um salário mínimo profissional para diplomados em Arquitetura, e ele está muito acima do que o mercado pagou em julho. Para jornada de seis horas diárias o piso legal é de seis salários mínimos, ou R$ 9.726,00 em 2026. A mediana observada ficou 37,4% abaixo disso.

Uma ressalva de método antes das tabelas: com 150 admissões no mês, a amostra do arquiteto é pequena e apenas dois estados passaram no nosso corte mínimo. Os números aqui são sólidos para leitura nacional e devem ser lidos com cautela no recorte regional. O dado é salário de admissão, não o salário de quem já está empregado há anos.

Quanto ganha um arquiteto hoje

Em julho de 2026 foram registradas 150 admissões formais sob o código 214105 da Classificação Brasileira de Ocupações, que corresponde ao arquiteto de edificações. A mediana ficou em R$ 6.092,00 e a média em R$ 7.806,97. Essa diferença de 28,2% entre média e mediana já conta uma história: existem poucos contratos muito altos puxando a média para cima, e é por isso que trabalhamos com mediana.

Faixa etária Mediana do salário de admissão Admissões na amostra
25 a 34 anos R$ 4.506,27 81
35 anos ou mais R$ 10.857,00 56
Até 24 anos amostra insuficiente menos de 15
Salário de admissão de arquiteto por faixa etária, competência 07/2026.
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Salário de admissão, competência 07/2026. Valores em mediana. Faixas com menos de 15 admissões não são publicadas. Consulta em 7 de setembro de 2026.
Gráfico de barras com o salário de admissão de arquiteto por faixa etária no Brasil em julho de 2026
Mediana do salário de admissão de arquiteto por faixa etária, competência 07/2026.

A curva por idade é uma das mais inclinadas de todo o nosso acervo. Da faixa de 25 a 34 anos para a de 35 anos ou mais a mediana salta 140,9%, de R$ 4.506,27 para R$ 10.857,00. Em ocupações de nível médio essa mesma passagem costuma render menos de 10%. O recado é claro: o arquiteto começa mal remunerado e a experiência vale muito nessa profissão.

A faixa completa do salário de arquiteto, do percentil 25 ao 90

Um valor único não resolve a dúvida de quem está decidindo entre cursar Arquitetura e Urbanismo ou outra graduação. A distribuição completa das 150 admissões diz mais.

Ponto da distribuição Salário de admissão Em salários mínimos de 2026
Percentil 25 R$ 3.989,00 2,46
Mediana (percentil 50) R$ 6.092,00 3,76
Percentil 75 R$ 10.857,00 6,70
Percentil 90 R$ 12.804,00 7,90
Distribuição do salário de admissão de arquiteto, competência 07/2026.
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Salário de admissão, competência 07/2026. Base: 150 admissões. Salário mínimo de referência: R$ 1.621,00. Consulta em 7 de setembro de 2026.

A amplitude do percentil 25 ao percentil 90 é de 221%. É uma das maiores do site e mostra uma profissão pouco padronizada: escritório pequeno, construtora grande, incorporadora e órgão privado de grande porte pagam faixas muito diferentes pelo mesmo diploma e pelo mesmo registro no conselho.

O piso legal do arquiteto e a distância para o mercado

Poucas profissões no Brasil têm salário mínimo fixado em lei federal específica. O arquiteto tem. A Lei 4.950-A, de 22 de abril de 1966, dispõe sobre a remuneração dos diplomados em Engenharia, Química, Arquitetura, Agronomia e Veterinária.

O artigo 5º fixa salário base mínimo de seis vezes o maior salário mínimo vigente no país para atividades de até seis horas diárias, quando o profissional tem curso superior de quatro anos ou mais. O artigo 6º manda acrescer 25% às horas que excedem as seis diárias. Para jornada de oito horas, portanto, o piso equivale a 8,5 salários mínimos.

Referência Valor em 2026 Comparação com a mediana de R$ 6.092,00
Piso legal, jornada de 6 horas R$ 9.726,00 Mediana 37,4% abaixo
Piso legal, jornada de 8 horas R$ 13.778,50 Mediana 55,8% abaixo
Percentil 90 do arquiteto R$ 12.804,00 7,1% abaixo do piso de 8 horas
Piso da Lei 4.950-A/1966 aplicado sobre o salário mínimo de R$ 1.621,00 e comparação com o salário de arquiteto de julho de 2026.
Fontes: Lei 4.950-A, de 22 de abril de 1966, artigos 5º e 6º; salário mínimo de R$ 1.621,00 fixado para 2026; Novo CAGED, competência 07/2026. Consulta em 7 de setembro de 2026.

O número que vale destacar é o da última linha. Nem o percentil 90 das contratações de arquiteto alcançou o piso legal de oito horas. Ou seja, em julho de 2026 mais de 90% das admissões formais da profissão entraram abaixo do valor que a Lei 4.950-A estabelece para jornada integral.

Duas ressalvas honestas. A lei continua em vigor, mas sua aplicação é objeto de disputa judicial recorrente e não é automática: depende de como o contrato define a jornada e de como o caso é julgado. E o valor declarado no cadastro é o salário base, sem gratificações. Ainda assim, a distância medida é grande demais para ser explicada apenas por isso.

Quanto o arquiteto ganha por hora trabalhada

A conta por hora é o jeito mais justo de comparar propostas com jornadas diferentes, e no caso do arquiteto ela é decisiva porque a própria lei do piso separa seis horas de oito horas.

Em jornada de seis horas diárias, cerca de 130 horas mensais, a mediana de R$ 6.092,00 dá R$ 46,86 por hora. Em jornada de oito horas, cerca de 176 horas mensais, o mesmo valor cai para R$ 34,61 por hora. O piso legal de seis horas, R$ 9.726,00, equivale a R$ 74,82 por hora. A diferença entre aceitar seis ou oito horas pelo mesmo salário é de 35% do valor da sua hora.

Para quem trabalha por projeto e não por vínculo, essa referência serve de piso mental. Um arquiteto autônomo que cobra abaixo de R$ 46,86 por hora está trabalhando por menos do que a mediana do mercado formal, sem ter férias, décimo terceiro nem recolhimento previdenciário pago pelo contratante.

O que faz o salário de arquiteto variar

O tempo de carreira, e muito. Já vimos: 140,9% de diferença entre a faixa de 25 a 34 anos e a de 35 anos ou mais. É o fator dominante nesta profissão e explica por que tanto arquiteto recém-formado se frustra com a primeira proposta.

O porte do contratante. Escritório de arquitetura pequeno, construtora de médio porte e incorporadora de capital aberto operam em faixas salariais distintas. A amplitude de 221% entre o percentil 25 e o percentil 90 é majoritariamente isso.

A especialidade. Arquiteto de edificações, arquiteto urbanista e arquiteto de interiores têm códigos e mercados diferentes. O urbanista, código 214125, teve mediana de R$ 5.161,00 sobre 59 admissões no mesmo mês, 15,3% abaixo do arquiteto de edificações.

A região. Com apenas dois estados acima do corte amostral, o dado regional é limitado, mas a diferença que ele mostra é grande e vale a menção da próxima seção.

Salário de arquiteto por estado

Só São Paulo e Rio de Janeiro tiveram pelo menos 15 admissões de arquiteto de edificações em julho de 2026. Os demais estados ficaram abaixo do corte e por isso não entram na tabela. Publicar mediana sobre cinco ou seis contratos seria inventar precisão que o dado não tem.

Estado Mediana do salário de admissão Admissões na amostra
Rio de Janeiro R$ 10.857,00 36
São Paulo R$ 6.559,35 51
Salário de admissão de arquiteto por estado, competência 07/2026.
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Salário de admissão, competência 07/2026. Estados com pelo menos 15 admissões no mês. Consulta em 7 de setembro de 2026.

O Rio de Janeiro pagou 65,5% mais que São Paulo na mediana de admissão de arquiteto, mesmo tendo 29% menos contratações no mês. Curiosamente, a mediana carioca de R$ 10.857,00 é exatamente o percentil 75 nacional da profissão e coincide, no mesmo mês, com a mediana nacional do engenheiro civil.

Antes de fazer as malas, considere o tamanho da amostra. São 36 contratos no Rio contra 51 em São Paulo. Numa amostra desse porte, dois ou três contratos de alto valor deslocam a mediana. Trate a tabela como sinal, não como sentença, e reveja o número quando publicarmos a competência seguinte.

Arquiteto e engenharias lado a lado

O arquiteto e o engenheiro estão sob a mesma lei de piso, cursam graduações de duração parecida e disputam os mesmos canteiros. O mercado, porém, os separa com clareza.

Ocupação ou referência Mediana ou piso Admissões em 07/2026
Piso legal, jornada de 8 horas R$ 13.778,50 referência legal
Engenheiro mecânico R$ 12.602,81 330
Engenheiro de produção R$ 11.398,52 379
Engenheiro civil R$ 10.857,00 1.239
Piso legal, jornada de 6 horas R$ 9.726,00 referência legal
Arquiteto de edificações R$ 6.092,00 150
Arquiteto urbanista R$ 5.161,00 59
Mestre de obras R$ 4.153,90 5.606
Salário de arquiteto, engenharias e pisos legais, competência 07/2026.
Fontes: Novo CAGED, competência 07/2026, para as medianas; Lei 4.950-A/1966 sobre o salário mínimo de R$ 1.621,00 para os pisos. Consulta em 7 de setembro de 2026.
Gráfico de barras comparando o salário de arquiteto com engenharias e o piso legal em 2026
Mediana do salário de admissão de arquiteto e engenharias frente ao piso da Lei 4.950-A, competência 07/2026.

O engenheiro civil entrou com mediana 78,2% acima da do arquiteto de edificações. E há um detalhe que só aparece quando se olha o percentil: o percentil 75 do engenheiro civil e o do engenheiro de produção caem exatamente em R$ 13.778,50, que é o piso legal de oito horas na vírgula. O mesmo piso, portanto, funciona como âncora real de mercado para o engenheiro e não funciona para o arquiteto, cujo percentil 75 parou em R$ 10.857,00.

Essa é a informação mais útil desta página para quem está escolhendo curso. As duas carreiras compartilham a mesma proteção legal de remuneração, mas apenas uma delas tem um mercado que a respeita na prática. Nossa análise sobre o retorno da graduação está em Faculdade vale a pena, e o detalhamento da carreira vizinha está em quanto ganha um engenheiro civil.

O arquiteto que não é arquiteto de edificações

Uma armadilha comum nas buscas por salário: existe um código de ocupação chamado arquiteto de soluções de tecnologia da informação, o 212425, que teve mediana de R$ 15.000,00 sobre 153 admissões em julho de 2026. É mais que o dobro do arquiteto de edificações e não tem nenhuma relação com a profissão regulamentada pelo CAU.

Quem pesquisa salário de arquiteto e encontra valores muito altos com frequência está diante desse homônimo da área de tecnologia, que não exige diploma de Arquitetura e Urbanismo nem registro em conselho. Vale conferir sempre a qual código a fonte se refere antes de usar o número como referência de negociação.

Formação exigida para atuar como arquiteto

Para exercer a profissão é preciso diploma de graduação em Arquitetura e Urbanismo e registro no Conselho de Arquitetura e Urbanismo do estado. A Lei 12.378, de 31 de dezembro de 2010, regulamenta o exercício da profissão e criou o CAU/BR e os conselhos estaduais.

O curso tem duração mínima de cinco anos e carga horária elevada de ateliê, laboratório e trabalho final de graduação. Por causa dessa carga prática, a graduação em Arquitetura e Urbanismo não é ofertada no formato totalmente a distância pelas instituições que acompanhamos, o que restringe as opções de quem depende de estudo remoto. Por transparência, não indicamos aqui nenhum curso a distância de Arquitetura, porque não encontramos oferta que corresponda ao que o leitor procuraria. Quem vai cursar encontra a graduação nos formatos presencial e semipresencial, e vale conferir o formato declarado na página do curso antes de assinar contrato.

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Quem está comparando o investimento com outras graduações encontra a conta completa em Faculdade vale a pena. O estágio obrigatório e o registro no conselho são exigências adicionais e devem entrar no cálculo de tempo até o primeiro salário cheio.

Mercado de trabalho para arquiteto

As 150 admissões de arquiteto de edificações de julho de 2026 representam 0,007% das 2.214.371 contratações formais do mês. Somando o arquiteto urbanista, são 209 vagas formais no país inteiro. É um mercado formal pequeno, e isso não é acaso: boa parte da profissão trabalha por projeto, como pessoa jurídica ou em escritório próprio, fora do registro celetista.

O contexto do mês foi de desaceleração. Segundo a Agência Brasil, o saldo de julho de 2026 ficou em 58,5 mil postos, 56,3% abaixo do mesmo mês do ano anterior, com juros altos pressionando justamente os setores que empregam a profissão: construção e incorporação imobiliária.

A metodologia da apuração mensal está no portal do Novo CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego. O ranking completo das ocupações que mais contrataram na mesma competência está em Admissões em julho de 2026. Para efeito de escala, o mestre de obras teve 5.606 admissões no mesmo mês, 37 vezes mais que o arquiteto.

Cinco erros comuns ao comparar salários de arquiteto

Confundir o arquiteto de edificações com o de tecnologia. São códigos e profissões diferentes. O de tecnologia entrou com R$ 15.000,00 de mediana no mesmo mês e não exige diploma de Arquitetura e Urbanismo.

Usar a média em vez da mediana. A média da profissão, R$ 7.806,97, é 28,2% maior que a mediana. Quem publica a média está passando a impressão de que o meio do mercado paga mais do que realmente paga.

Ignorar a jornada contratada. Seis ou oito horas diárias mudam o valor da hora em 35% e mudam o piso legal aplicável de R$ 9.726,00 para R$ 13.778,50. Salário mensal sem jornada declarada é informação incompleta.

Comparar salário celetista com faturamento de escritório. São coisas distintas. O faturamento de um escritório próprio precisa cobrir imposto, aluguel, software, seguro e a própria remuneração, e não se compara a um salário com encargos pagos pelo empregador.

Tomar a tabela regional como definitiva. Com 36 contratos no Rio e 51 em São Paulo, esses números indicam direção, não patamar consolidado. Revisamos essa tabela a cada nova competência do CAGED.

Como usar o salário de arquiteto em uma negociação

Leve o piso legal para a mesa. A Lei 4.950-A é o argumento mais forte que a categoria tem e quase ninguém usa. Mesmo que a aplicação seja discutível caso a caso, apresentar R$ 9.726,00 para seis horas muda a âncora da conversa, que costuma começar perto do percentil 25 de R$ 3.989,00.

Negocie a jornada junto com o valor. Se a empresa não sobe o salário, peça a redução para seis horas contratuais. Pelo dado desta página, isso equivale a um aumento de 35% no valor da sua hora sem mexer no orçamento mensal do contratante.

Use a curva de idade a seu favor. O salto de 140,9% entre as duas faixas etárias mostra que o mercado paga por repertório de obra entregue. Um portfólio com obras executadas, e não só projetos, é o que justifica sair do patamar de R$ 4.506,27 e mirar o de R$ 10.857,00.

O que este dado sobre arquiteto não mostra

A base registra apenas vínculos celetistas. Fica de fora todo profissional que atua como pessoa jurídica, como autônomo com recibo, como sócio de escritório ou em regime de contrato por obra. Em uma profissão em que esse arranjo é comum, isso é uma limitação relevante e precisa ser dita.

Também não aparece o servidor público concursado, aprovado em concurso de prefeitura, órgão estadual ou instituto federal, cuja remuneração está em tabela de vencimentos e não no cadastro de emprego formal privado.

E não estão embutidos benefícios, participação nos lucros, horas extras nem o valor do plano de saúde. O número desta página é salário base contratado, nada além disso.

Como este número foi apurado

Partimos do microdado do Novo CAGED da competência 07/2026, publicado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Mantivemos apenas os registros de admissão e descartamos salários abaixo de R$ 500,00 e acima de R$ 200.000,00, faixa em que praticamente todo valor é erro de digitação no cadastro.

Em seguida agrupamos pelo código 214105 e calculamos mediana, média e os percentis 25, 75 e 90 sobre as 150 admissões restantes. Os recortes por estado e por faixa etária só entram quando o grupo reúne pelo menos 15 admissões no mês. Foi por esse critério que a faixa de até 24 anos e 25 estados ficaram de fora.

Glossário rápido para ler o salário de arquiteto

Mediana. O valor central da amostra. Metade das contratações ficou abaixo de R$ 6.092,00 e metade acima. É preferível à média porque não se desloca com poucos contratos extremos.

Percentil 25 e percentil 90. Os limites práticos da faixa. Um quarto entrou abaixo de R$ 3.989,00 e apenas um em cada dez alcançou R$ 12.804,00.

Salário mínimo profissional. Piso fixado por lei específica para uma categoria com diploma. No caso do arquiteto é o da Lei 4.950-A, expresso em múltiplos do salário mínimo nacional.

CBO. Classificação Brasileira de Ocupações. O de edificações é o 214105 e o urbanista é o 214125. CBO é ocupação declarada, não o cargo do crachá.

Salário de admissão. O valor com que a pessoa foi contratada no mês, informado pelo empregador. Não é a média de quem já está na empresa.

Quando o salário de arquiteto é atualizado nesta página

O Novo CAGED publica uma competência por mês, com cerca de trinta dias de defasagem. Reprocessamos a base a cada divulgação e atualizamos esta página sempre que a mediana da profissão se desloca mais de 3%.

Como a amostra da profissão é pequena, essa oscilação acontece com frequência. Por isso a competência aparece declarada em todas as tabelas e a data de revisão no rodapé é atualizada em todo ciclo, mesmo quando o valor não muda.

Perguntas frequentes sobre quanto ganha um arquiteto

Quanto ganha um arquiteto em 2026?

A mediana do salário de admissão de arquiteto de edificações foi de R$ 6.092,00 em julho de 2026, sobre 150 contratações formais. A faixa vai de R$ 3.989,00 no percentil 25 a R$ 12.804,00 no percentil 90.

Qual o salário de um arquiteto recém-formado?

A faixa de 25 a 34 anos, que concentra quem está no início da carreira, teve mediana de R$ 4.506,27. O percentil 25 do conjunto, R$ 3.989,00, é a referência realista de primeira contratação sem experiência de obra.

Qual é o piso salarial do arquiteto?

A Lei 4.950-A, de 1966, fixa seis salários mínimos para jornada de até seis horas diárias, o que dá R$ 9.726,00 em 2026, e 8,5 salários mínimos para jornada de oito horas, ou R$ 13.778,50. A aplicação depende do contrato e é discutida na Justiça caso a caso.

Por que o salário de arquiteto está abaixo do piso da lei?

Porque o piso da Lei 4.950-A não é aplicado automaticamente pelo mercado nem fiscalizado como o salário mínimo nacional. Em julho de 2026, nem o percentil 90 das admissões de arquiteto alcançou o piso de jornada integral.

Arquiteto ganha mais que engenheiro civil?

Não. Na mesma base e no mesmo mês, o engenheiro civil entrou com mediana de R$ 10.857,00 contra R$ 6.092,00 do arquiteto de edificações, uma diferença de 78,2% em favor do engenheiro.

Qual estado paga o maior salário de arquiteto?

Entre os dois estados com amostra suficiente em julho de 2026, o Rio de Janeiro teve mediana de R$ 10.857,00 e São Paulo, R$ 6.559,35. Os demais estados não atingiram 15 admissões no mês e por isso não são publicados.

Quanto tempo dura a faculdade de Arquitetura e Urbanismo?

Cinco anos, com carga prática de ateliê e laboratório e trabalho final de graduação. Ao fim é obrigatório o registro no Conselho de Arquitetura e Urbanismo do estado para exercer a profissão.

Existe faculdade de Arquitetura a distância?

A carga prática do curso restringe a oferta remota, e não localizamos oferta a distância equivalente à presencial entre as instituições que acompanhamos. Por isso esta página não indica curso a distância de Arquitetura.

Quanto o arquiteto ganha por hora?

Em jornada de seis horas diárias, a mediana de R$ 6.092,00 equivale a R$ 46,86 por hora. Em jornada de oito horas, cai para R$ 34,61. O piso legal de seis horas corresponde a R$ 74,82 por hora.

De onde vem o dado de salário de arquiteto desta página?

Do microdado do Novo CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego, competência 07/2026, processado por nós a partir do arquivo público. Não usamos pesquisa declarada nem dado copiado de outro site.

Se, mesmo vendo a distância entre a mediana e o piso da Lei 4.950-A, você seguir decidido a cursar Arquitetura e Urbanismo, compare instituição, formato de oferta e preço com calma.

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Dados revisados em setembro de 2026. Publicado pela Redação Mapa das Carreiras.

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