Card com o salario de admissao do jornalista em 2026 segundo o Novo CAGED

Quanto ganha um jornalista em 2026: salário por experiência

Quem pergunta quanto ganha um jornalista costuma receber duas respostas erradas em sequência: o salário de um apresentador de rede nacional ou o valor de um freela de duzentos reais. As duas existem, e nenhuma descreve a profissão. Esta página usa o microdado do Novo CAGED de julho de 2026 e mostra a mediana do salário de admissão do jornalista com carteira assinada, a faixa completa do p25 ao p90, o efeito da experiência e a posição da profissão dentro do bloco da comunicação.

Todos os valores são de salário contratual de admissão. Não é cachê, não é freela, não é o que ganha quem está há vinte anos na mesma redação. É o contrato de entrada assinado no mês.

Quanto ganha um jornalista hoje

A mediana do salário de admissão do jornalista no Brasil foi de R$ 3.671,03 em julho de 2026, calculada sobre 148 contratações formais registradas na CBO 261125. É 2,26 vezes o salário mínimo vigente e 65,0% acima da mediana geral do mercado formal brasileiro.

Indicador Valor mensal Em salários mínimos
Salário mínimo vigente R$ 1.621,00 1,00
p25 R$ 2.882,50 1,78
Mediana R$ 3.671,03 2,26
Média R$ 5.274,33 3,25
p75 R$ 6.920,07 4,27
p90 R$ 10.985,82 6,78
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Salário de admissão na CBO 261125, competência 07/2026. Base de 148 admissões. Salário mínimo vigente em julho de 2026. Consulta em 09/09/2026.
Faixa salarial do jornalista em 2026, do p25 ao p90, segundo o Novo CAGED
Distribuição do salário de admissão do jornalista, Novo CAGED 07/2026.

Repare na distância entre a média, R$ 5.274,33, e a mediana, R$ 3.671,03. A média está 43,7% acima, o que é muito. Sempre que isso acontece, o recado é o mesmo: existe um grupo pequeno de contratos muito altos puxando a média, e quem usa média para estimar o próprio salário vai se decepcionar.

Do p25 ao p90: a maior dispersão da comunicação

A distância entre o p25 e o p90 é de 281,1%. O décimo superior entra ganhando quase quatro vezes o que ganha o quarto inferior, uma diferença de R$ 8.103,32 por mês no mesmo mês e na mesma ocupação.

Para dar escala: no pedreiro essa distância é de 29,9%, no soldador de 92,1% e no psicólogo clínico de 111,7%. O jornalismo é uma profissão com dois mercados dentro dela, e a estatística deixa isso à mostra.

Na ponta de baixo estão as redações pequenas, os portais regionais e as assessorias de menor porte, onde o contrato de entrada fica perto do p25 de R$ 2.882,50. Na ponta de cima estão os grandes veículos, as assessorias corporativas de empresa grande e a comunicação institucional, com contratos que passam do p75 de R$ 6.920,07.

Isso muda o modo de usar esta página. Não adianta perguntar quanto ganha um jornalista: a pergunta útil é em qual das duas pontas você está entrando, e o que separa uma da outra.

A experiência vale 75,5% nesta profissão

O recorte por faixa etária é o mais eloquente do levantamento.

Faixa etária Admissões no mês Participação Mediana
Até 24 anos 30 20,3% R$ 3.205,88
25 a 34 anos 62 41,9% R$ 3.671,03
35 anos ou mais 56 37,8% R$ 5.627,48
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Salário de admissão na CBO 261125 por faixa etária, competência 07/2026. Base de 148 admissões. Consulta em 09/09/2026.

Quem entra com 35 anos ou mais é contratado 75,5% acima de quem entra com até 24 anos, uma diferença de R$ 2.421,60 por mês. É o maior prêmio por experiência registrado nesta série até agora, muito acima do soldador, que aparece em segundo com 27,0%.

A leitura é direta: no jornalismo, o mercado não compra diploma, compra repertório. Fonte, pauta, apuração, relação com a redação e histórico publicado são ativos que se acumulam com o tempo e que o contratante consegue verificar antes de assinar. Quem está começando entra perto do p25 e sobe com o portfólio.

O lado difícil dessa mesma conta é o começo. O jornalista de até 24 anos entra em R$ 3.205,88, apenas 12,7% acima do p25 da profissão, e a fatia de 20,3% das contratações mostra que a porta para o recém-formado é estreita.

O que faz o salário do jornalista variar

Quatro fatores explicam quase toda a amplitude de 281,1% observada.

O tipo de empregador. Veículo de comunicação, assessoria de imprensa, empresa com comunicação interna e órgão público contratam com lógicas de remuneração completamente distintas.

A experiência comprovável. Como mostra o recorte por idade, é o fator mais forte da profissão, e o único que rende 75,5% sozinho.

A praça. São Paulo e Rio de Janeiro concentram as redações nacionais e as grandes assessorias, e pagam num patamar próprio, como mostra a seção sobre estados.

A especialidade. Economia, esporte, saúde e tecnologia formam nichos com oferta menor de profissionais preparados, e isso aparece na ponta alta da distribuição.

O jornalista entre as ocupações da comunicação

Comparar com as ocupações vizinhas mostra que o jornalista está na parte de cima do bloco da comunicação, e não no meio como muita gente imagina.

Ocupação CBO Admissões Mediana Diferença
Assessor de imprensa 261110 94 R$ 3.827,15 +4,3%
Produtor de texto 261130 31 R$ 3.804,80 +3,6%
Jornalista 261125 148 R$ 3.671,03 referência
Repórter, exceto rádio e televisão 261135 69 R$ 3.400,00 -7,4%
Editor 261120 119 R$ 2.808,85 -23,5%
Agente publicitário 253115 548 R$ 2.706,80 -26,3%
Revisor de texto 261140 61 R$ 2.327,60 -36,6%
Redator de publicidade 253110 606 R$ 2.200,00 -40,1%
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Salário de admissão por CBO, competência 07/2026. Diferenças calculadas sobre a mediana do jornalista. Consulta em 09/09/2026.
Salário do jornalista comparado às ocupações da comunicação em 2026
Mediana do salário de admissão na comunicação, Novo CAGED 07/2026.

Dois números merecem atenção. O primeiro é o volume: o redator de publicidade contratou 606 pessoas no mês, quatro vezes mais que o jornalista, e paga 40,1% menos. O agente publicitário contratou 548 e paga 26,3% menos. O mercado de comunicação tem muito mais porta de entrada fora do jornalismo, e paga bem menos nessas portas.

O segundo é a assessoria de imprensa, que aparece 4,3% acima do jornalista com 94 contratos no mês. É o destino mais comum de quem sai da redação, e o dado mostra que a troca não é um rebaixamento salarial: é, na mediana, uma pequena melhora.

Salário de jornalista por estado

Aqui é preciso ser honesto sobre o limite do dado. Com 148 contratos espalhados pelo país, apenas duas unidades da federação alcançaram a amostra mínima de 15 admissões no mês. Publicar tabela com estados de cinco ou seis contratos seria produzir número bonito e sem lastro.

Estado Admissões no mês Mediana Distância para a mediana nacional
São Paulo 42 R$ 5.552,16 +51,2%
Rio de Janeiro 15 R$ 5.223,24 +42,3%
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Salário de admissão na CBO 261125 por unidade da federação, competência 07/2026. Somente estados com pelo menos 15 admissões no mês. Consulta em 09/09/2026.

O resultado, mesmo com só dois estados, é forte. São Paulo paga 51,2% acima da mediana nacional e o Rio de Janeiro, 42,3%. Os dois juntos respondem por 57 dos 148 contratos do mês, ou 38,5% do total.

Isso significa que a mediana nacional de R$ 3.671,03 é puxada para baixo pelo restante do país, onde as redações são menores. Quem está fora do eixo Rio e São Paulo deve usar o p25 de R$ 2.882,50 como referência mais realista de entrada, e não a mediana.

Quanto vale a hora do jornalista

A jornada do jornalista empregado é de cinco horas diárias por norma da profissão, o que dá 25 horas semanais, salvo os casos de acordo específico previstos na própria norma. Essa é uma particularidade que muda completamente a conta por hora.

Referência Valor mensal Hora em 125 h mensais Hora em 220 h mensais
p25 R$ 2.882,50 R$ 23,06 R$ 13,10
Mediana R$ 3.671,03 R$ 29,37 R$ 16,69
p90 R$ 10.985,82 R$ 87,89 R$ 49,94
Cálculo da Redação Mapa das Carreiras sobre a mediana do Novo CAGED, CBO 261125, competência 07/2026. O divisor de 125 horas corresponde à jornada de 5 horas diárias prevista para a profissão e o de 220 horas à jornada padrão da CLT. O CAGED não registra a jornada contratada.

Na jornada de cinco horas, a mediana equivale a R$ 29,37 por hora, um valor bem acima da maioria das profissões de nível superior desta série. É um dado que raramente aparece nas comparações de salário e que muda a leitura sobre o retorno da profissão.

Onde a profissão se encaixa no mercado brasileiro

Julho de 2026 teve 2.214.371 admissões formais em 1.329 ocupações, com mediana ponderada geral de R$ 2.224,69.

Referência Mediana de admissão Distância para o jornalista
Salário mínimo vigente R$ 1.621,00 -55,8%
Ocupações de base, sem exigência de formação específica R$ 1.904,08 -48,1%
Mediana geral do mercado formal R$ 2.224,69 -39,4%
Ocupações de nível médio técnico R$ 2.522,76 -31,3%
Jornalista R$ 3.671,03 referência
Ocupações de nível superior R$ 4.414,09 +20,2%
Jornalista no p75 R$ 6.920,07 +88,5%
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Medianas ponderadas por grande grupo da CBO, competência 07/2026, sobre 2.214.371 admissões em 1.329 ocupações. Salário mínimo vigente em julho de 2026. Consulta em 09/09/2026.

O jornalista entra 16,8% abaixo da mediana das ocupações de nível superior, mas 65,0% acima da mediana geral do mercado formal. E o p75 da profissão, R$ 6.920,07, fica 56,8% acima do patamar médio de quem tem diploma. Novamente a leitura de dois mercados dentro de um.

Vale comparar com o psicólogo, que também cursa graduação longa e entra 19,1% abaixo do nível superior. As duas profissões dividem o mesmo lugar incômodo: acima da média do mercado, abaixo da média dos diplomados.

O diploma não é obrigatório desde 2009

A profissão é regulada pelo Decreto-Lei 972 de 1969, que dispõe sobre o exercício da profissão de jornalista e cujo art. 1º afirma que o exercício da profissão é livre em todo o território nacional para quem satisfizer as condições ali estabelecidas.

Em 2009, o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional a exigência de diploma de curso superior de jornalismo para o exercício da profissão, ao julgar o Recurso Extraordinário 511.961. Desde então, o diploma deixou de ser condição legal para trabalhar como jornalista no Brasil.

Na prática do mercado, porém, a graduação continua sendo o caminho dominante de entrada, e o dado desta página ajuda a entender por quê: a profissão paga 65,0% acima da mediana geral do mercado, e as redações e assessorias seguem recrutando majoritariamente em cursos de comunicação. A diferença é que hoje isso é escolha do empregador, não imposição da lei.

Formação e caminhos de carreira

Com o diploma desobrigado e o prêmio por experiência em 75,5%, a carreira do jornalista se organiza menos por credencial e mais por acúmulo verificável de trabalho. Ainda assim, existem três movimentos com efeito claro no salário.

A especialização temática. Economia, saúde, esporte e tecnologia têm oferta menor de profissionais preparados. É o caminho mais direto para sair do p25 e chegar perto do p75.

A migração para comunicação corporativa. O assessor de imprensa entra 4,3% acima do jornalista, e a comunicação interna de empresa grande costuma ficar acima disso. Boa parte dessa transição exige repertório de marketing, planejamento e métrica, que não vem da graduação em jornalismo.

A gestão da própria operação. Produtora de conteúdo, agência pequena e canal próprio transformam o jornalista em administrador de contrato, orçamento e equipe, o que é uma virada de natureza e não de área.

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Mercado de trabalho para jornalista

Foram 148 contratações formais de jornalista em julho de 2026, um volume pequeno para uma profissão de tanta visibilidade. Somando as ocupações vizinhas da comunicação e da publicidade que aparecem na tabela deste levantamento, o bloco chega a 1.726 admissões no mês, e a maior parte delas está nas funções de publicidade, não de jornalismo.

A concentração geográfica é outra marca do setor. Apenas São Paulo e Rio de Janeiro tiveram amostra suficiente para o recorte estadual, e os dois pagam mais de 40% acima da mediana nacional. Fora do eixo, o mercado formal de jornalismo é rarefeito e mais barato.

Os dados de admissões e desligamentos por ocupação são publicados mensalmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego no portal do Novo CAGED, base de todos os números desta página. Para ver como a ocupação se posiciona no conjunto do mercado, vale conferir o levantamento das profissões que mais contrataram em julho de 2026.

Os dois jornalismos que cabem no mesmo número

Vale insistir no ponto mais importante desta página, porque ele é o que separa uma leitura útil de uma leitura enganosa. A amplitude de 281,1% entre o p25 e o p90 não é ruído estatístico de amostra pequena: ela reaparece no recorte por idade, no recorte por estado e na comparação com as ocupações vizinhas.

Some as três evidências. O jornalista de até 24 anos entra em R$ 3.205,88 e o de 35 ou mais em R$ 5.627,48. Fora do eixo Rio e São Paulo a mediana nacional cai para baixo de R$ 3.671,03, enquanto em São Paulo ela é de R$ 5.552,16. E o p75 da profissão, R$ 6.920,07, fica 88,5% acima da mediana geral do mercado formal brasileiro.

O retrato que sai disso é de uma profissão em que a distância entre o começo e o meio da carreira é enorme, e em que a geografia decide quase tanto quanto o talento. Quem entra jovem, fora do eixo, numa redação pequena, ganha perto de um salário de técnico de nível médio. Quem chega aos 35 com repertório, numa assessoria corporativa em São Paulo, ganha acima da média dos profissionais com diploma no país.

Nenhuma das duas realidades é mentira, e as duas cabem na mesma mediana de R$ 3.671,03. É por isso que perguntar quanto ganha um jornalista, sem qualificar, quase sempre produz uma resposta inútil. Para quem está decidindo se vale a pena cursar comunicação, a comparação mais honesta é com o retorno médio da graduação no Brasil em 2026, e não com o salário de um nome conhecido da televisão.

Cinco erros ao comparar salário de jornalista

1. Usar a média em vez da mediana. Nesta profissão a média fica 43,7% acima da mediana. É o maior descolamento entre as duas medidas em toda esta série, e quem usa média superestima o próprio salário.

2. Tomar o salário de apresentador de rede nacional como referência. Esses contratos são raros, muitas vezes nem são celetistas, e não representam a ocupação.

3. Comparar salário mensal sem olhar a jornada. A jornada de cinco horas muda a conta por hora de R$ 16,69 para R$ 29,37 sobre a mesma mediana.

4. Ignorar a praça. São Paulo paga 51,2% acima da mediana nacional. Fora do eixo, a referência realista é o p25.

5. Somar freela com carteira assinada. O trabalho por pauta não entra nesta base e tem outra lógica de remuneração, sem férias, décimo terceiro nem FGTS embutidos.

Por que a publicidade contrata mais e paga menos

Uma comparação da tabela da comunicação merece parágrafo próprio. O redator de publicidade teve 606 admissões no mês e o agente publicitário, 548. Juntas, as duas ocupações contrataram 1.154 pessoas, quase oito vezes o volume do jornalismo. E as duas pagam abaixo: 40,1% e 26,3% menos que o jornalista.

Essa combinação de mais vagas e menos salário costuma ter uma explicação simples: barreira de entrada mais baixa e oferta maior de candidatos. O jornalismo, mesmo sem exigência legal de diploma desde 2009, mantém uma barreira prática de repertório e de rede que a publicidade de entrada não tem no mesmo grau.

Para quem está escolhendo dentro da comunicação, o recado prático é que a facilidade de entrar e o salário caminham em direções opostas. E que a decisão precisa considerar as duas coisas, não uma só. Quem prioriza empregabilidade imediata olha para o volume; quem prioriza renda no médio prazo olha para a mediana e para o prêmio por experiência.

Como negociar o salário de jornalista

Leve o portfólio como argumento central. Num mercado que paga 75,5% de prêmio por experiência, material publicado é o ativo que o contratante consegue verificar antes de assinar.

Negocie a jornada junto com o valor. Cinco horas ou oito horas mudam o salário por hora quase pela metade. Aceitar jornada estendida sem ajuste de valor é o erro mais caro da profissão.

Escolha a especialidade com intenção. Editorias com menos oferta de profissional preparado sustentam a ponta de cima da distribuição.

Considere a assessoria como alternativa, não como plano B. A mediana do assessor de imprensa é 4,3% maior que a do jornalista, com 94 contratos no mês.

Use o p25 como piso de conversa. Receber abaixo de R$ 2.882,50 significa entrar no quarto inferior do mercado nacional da profissão.

O que este dado não mostra

O Novo CAGED registra apenas vínculos formais celetistas. O jornalismo brasileiro tem uma fatia enorme de trabalho por pauta, por contrato de pessoa jurídica e por produção independente, e nada disso aparece aqui.

A base também não registra a jornada contratada, o que é especialmente limitante numa profissão com jornada especial de cinco horas. E é de admissões, não de estoque: mede quanto ganha quem foi contratado no mês, não quem está na redação há dez anos.

Com 148 contratos no mês, o recorte estadual só se sustenta em São Paulo e no Rio de Janeiro. Para o retrato de quem já está empregado, a fonte adequada é a RAIS, e para incluir freelancer e pessoa jurídica, a PNAD Contínua do IBGE.

Glossário

Mediana: valor que divide o conjunto ao meio. Metade dos contratos ficou abaixo dele e metade acima. É a medida correta quando existem poucos contratos muito altos.

p25, p75 e p90: percentis. O p25 é o valor abaixo do qual ficou 25% dos contratos, o p75 marca 75% e o p90 marca 90% deles.

CBO: Classificação Brasileira de Ocupações. A CBO do jornalista é 261125.

Salário de admissão: valor do contrato registrado no momento da contratação, sem adicionais e sem reajustes posteriores.

Novo CAGED: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, sistema do Ministério do Trabalho que registra mensalmente admissões e desligamentos com carteira assinada.

Quando esta página é atualizada

Os números são recalculados a cada nova competência divulgada do Novo CAGED, o que acontece mensalmente. Quando a mediana da ocupação varia mais de 3% em relação à última publicação, as tabelas, os gráficos e a competência declarada nas fontes são refeitos. A data de revisão no rodapé indica sempre a última verificação.

Perguntas frequentes sobre o salário do jornalista

Quanto ganha um jornalista no Brasil? A mediana do salário de admissão foi de R$ 3.671,03 em julho de 2026, sobre 148 contratações formais, com faixa de R$ 2.882,50 no p25 a R$ 10.985,82 no p90.

Quanto ganha um jornalista da Globo? Salário de empresa específica não é dado público de contratação e não sai do CAGED. A referência honesta para grandes veículos é a parte alta da distribuição, entre o p75 de R$ 6.920,07 e o p90 de R$ 10.985,82.

Quanto ganha um jornalista esportivo? A base não separa por editoria. O esporte é um dos nichos com menos oferta de profissional especializado, o que costuma posicioná-lo acima da mediana, mas nenhum dado público isola esse valor.

Quanto ganha um jornalista de TV? Televisão tem CBOs próprias para função de repórter de rádio e televisão. Esta página cobre a CBO 261125, de jornalista em geral, e a de repórter fora de rádio e TV aparece na tabela comparativa em R$ 3.400,00.

Quanto ganha um jornalista apresentador? Não há dado público de contratação para essa função específica. O que existe é o topo da distribuição da ocupação, com p90 em R$ 10.985,82.

Quanto ganha um jornalista iniciante? Quem entra com até 24 anos foi contratado com mediana de R$ 3.205,88 em julho de 2026. O p25 da profissão, R$ 2.882,50, é a referência mais conservadora para o primeiro emprego.

Quanto ganha um jornalista em São Paulo? R$ 5.552,16 na mediana, sobre 42 admissões, 51,2% acima da mediana nacional.

Precisa de diploma para ser jornalista? Não. O Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional a exigência de diploma em 2009. Na prática do mercado, a graduação em comunicação segue sendo o caminho dominante de entrada.

Qual a jornada do jornalista? A norma da profissão prevê jornada de cinco horas diárias, com exceções previstas na própria norma. Isso muda bastante o cálculo do salário por hora.

Jornalista ganha mais que publicitário? Sim. O agente publicitário entra 26,3% abaixo e o redator de publicidade, 40,1% abaixo, embora as duas ocupações contratem muito mais gente por mês.

Se ficou claro que o salto de renda no jornalismo vem de especialização e de repertório verificável, e que a ponte mais curta para a ponta alta passa pela comunicação corporativa, o passo seguinte é olhar a formação que sustenta essa virada.

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Dados revisados em setembro/2026. Publicado pela Redação Mapa das Carreiras.

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