Card com o salario de admissao do soldador em 2026 segundo o Novo CAGED

Quanto ganha um soldador em 2026: salário por experiência e região

Quem pesquisa quanto ganha um soldador encontra de tudo: o valor de um posto offshore, a média de um site de vagas e o print de um contracheque de refinaria. Nenhum dos três representa o mercado. Esta página parte do microdado do Novo CAGED de julho de 2026 e mostra a mediana do salário de admissão do soldador no Brasil, a faixa completa do p25 ao p90, o recorte por estado, o efeito da experiência e a comparação com as ocupações vizinhas da metalurgia.

Todos os valores são de salário contratual de admissão, sem adicionais, sem hora extra e sem os prêmios que a indústria pesada costuma pagar. Guarde isso, porque nesta profissão a diferença entre o contrato e o contracheque é maior do que na média do mercado.

Quanto ganha um soldador hoje

A mediana do salário de admissão do soldador no Brasil foi de R$ 3.223,00 em julho de 2026, calculada sobre 10.522 contratações formais registradas na CBO 724315. É praticamente o dobro do salário mínimo vigente, na razão exata de 1,99.

Indicador Valor mensal Em salários mínimos
Salário mínimo vigente R$ 1.621,00 1,00
p25 R$ 2.603,05 1,61
Mediana R$ 3.223,00 1,99
Média R$ 3.436,89 2,12
p75 R$ 4.114,89 2,54
p90 R$ 5.000,00 3,08
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Salário de admissão na CBO 724315, competência 07/2026. Base de 10.522 admissões. Salário mínimo vigente em julho de 2026. Consulta em 09/09/2026.
Faixa salarial do soldador em 2026, do p25 ao p90, segundo o Novo CAGED
Distribuição do salário de admissão do soldador, Novo CAGED 07/2026.

Do p25 ao p90: a maior amplitude do ofício

A distância entre o p25 e o p90 é de 92,1%, ou R$ 2.396,95 em dinheiro. É a maior amplitude entre todas as ocupações de ofício já medidas nesta série. Enquanto o pedreiro cabe numa faixa de 29,9% e o frentista numa de 18,1%, o soldador ocupa quase o dobro de espaço entre o piso e o teto da contratação.

Isso muda a natureza da pergunta. Em profissões de faixa estreita, saber a mediana basta. Aqui, a mediana é só o meio de um intervalo enorme, e o que decide em que ponto dele você vai cair é o processo de soldagem que domina, a certificação que tem e o setor que contrata.

A média de R$ 3.436,89 acima da mediana confirma a cauda de contratos altos. E o p90 de R$ 5.000,00 é um número redondo demais para ser coincidência: é um patamar de referência usado por empregadores da indústria pesada, e ele aparece na base como teto prático da contratação de entrada.

A experiência vale 27% nesta profissão

Na maioria das ocupações de alto volume, a idade de quem entra quase não muda o contrato. No soldador, muda muito.

Faixa etária Admissões no mês Participação Mediana
Até 24 anos 1.571 15,0% R$ 2.755,58
25 a 34 anos 3.008 28,6% R$ 3.080,00
35 anos ou mais 5.923 56,4% R$ 3.500,00
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Salário de admissão na CBO 724315 por faixa etária, competência 07/2026. Base de 10.502 contratos com faixa identificada. Consulta em 09/09/2026.

Quem entra com 35 anos ou mais é contratado 27,0% acima de quem entra com até 24, uma diferença de R$ 744,42 por mês. Para comparação, no pedreiro essa mesma diferença é de 2,3% e no frentista, também 2,3%. A soldagem é das poucas ocupações de ofício em que o mercado paga visivelmente pelo tempo de mão.

A explicação está na natureza do trabalho. Soldagem é um ofício com curva de aprendizado longa e resultado verificável: a solda passa ou não passa no ensaio. Quem tem histórico em processo crítico, posição difícil e material exigente carrega uma credencial que o empregador consegue conferir, e paga por ela.

O que faz o salário do soldador variar

Quatro fatores explicam quase toda a amplitude de 92,1% observada nos contratos.

O processo de soldagem. Eletrodo revestido, MIG, MAG e TIG têm exigências e disponibilidade de mão de obra diferentes. O TIG, mais exigente em precisão, aparece nas buscas com volume próprio justamente porque paga diferente.

O setor que contrata. Serralheria de bairro, montagem industrial, naval, petroquímico e energia são realidades distintas de risco, exigência de certificação e remuneração. A base do CAGED não separa por setor, mas a dispersão dos estados denuncia o efeito.

A certificação e a qualificação de procedimento. Setores críticos exigem soldador qualificado em procedimento específico, com ensaio e registro. Isso não é escolaridade, é credencial técnica, e é o que separa a ponta de cima da ponta de baixo.

O regime de trabalho. Obra de parada de manutenção, trabalho embarcado e turno de campo pagam adicionais e prêmios que não entram no salário contratual registrado.

Salário de soldador por estado

A tabela traz os doze estados com maior volume de contratação de soldador em julho de 2026. Juntos, eles concentram 9.364 das 10.522 admissões do mês, ou 89,0% do total.

Estado Admissões no mês Mediana Distância para a mediana nacional
Mato Grosso do Sul 266 R$ 4.499,50 +39,6%
Espírito Santo 737 R$ 4.115,21 +27,7%
São Paulo 2.745 R$ 3.500,00 +8,6%
Goiás 395 R$ 3.300,00 +2,4%
Minas Gerais 1.216 R$ 3.242,00 +0,6%
Rio de Janeiro 567 R$ 3.214,80 -0,3%
Santa Catarina 714 R$ 3.200,00 -0,7%
Mato Grosso 310 R$ 3.127,80 -3,0%
Paraná 925 R$ 3.109,09 -3,5%
Rio Grande do Sul 767 R$ 3.038,20 -5,7%
Bahia 329 R$ 3.007,24 -6,7%
Pará 393 R$ 2.868,55 -11,0%
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Salário de admissão na CBO 724315 por unidade da federação, competência 07/2026. Amostra mínima de 15 admissões por estado. Consulta em 09/09/2026.
Mediana salarial do soldador por estado em julho de 2026 no Novo CAGED
Mediana do salário de admissão do soldador por estado, Novo CAGED 07/2026.

Esta é a tabela mais fora do padrão de toda a série. Nas ocupações de serviços e de construção, São Paulo lidera ou fica muito perto do topo. Aqui ele é apenas o terceiro, atrás de Mato Grosso do Sul e do Espírito Santo, dois estados de volume bem menor.

Mato Grosso do Sul paga 56,9% a mais que o Pará na mesma ocupação e no mesmo mês. A base do CAGED não identifica o setor que contratou, então não dá para afirmar a causa com o dado em mãos. O que dá para dizer é que os dois estados do topo concentram indústria pesada de instalação recente, e que em soldagem o que decide o preço é o tipo de planta, não o tamanho da economia local.

Para quem tem mobilidade, essa é uma informação de valor prático raro. Numa ocupação em que o salário de admissão varia 56,9% entre estados, mudar de praça pode valer mais do que anos de casa.

O mapa regional completo

A ocupação contratou em 25 unidades da federação em julho de 2026, e o resto do mapa reforça a leitura de que o setor manda mais que a geografia.

Centro-Oeste. Mato Grosso do Sul lidera o país com R$ 4.499,50. Goiás em R$ 3.300,00 e Mato Grosso em R$ 3.127,80. O Distrito Federal, com apenas 35 contratos, aparece em R$ 2.550,00, o segundo menor valor entre os estados com amostra.

Sudeste. Espírito Santo em R$ 4.115,21 sobre 737 admissões, o segundo melhor do país. São Paulo em R$ 3.500,00 sobre 2.745 contratos, o maior volume nacional. Minas Gerais em R$ 3.242,00 e Rio de Janeiro em R$ 3.214,80.

Sul. Muito homogêneo e ligeiramente abaixo da mediana nacional. Santa Catarina em R$ 3.200,00, Paraná em R$ 3.109,09 e Rio Grande do Sul em R$ 3.038,20.

Nordeste. Bahia em R$ 3.007,24 sobre 329 contratos, Maranhão em R$ 2.875,40, Alagoas em R$ 2.847,50, Ceará em R$ 2.668,15, Pernambuco em R$ 2.647,97, Paraíba em R$ 2.325,38, Sergipe em R$ 2.300,00, Piauí em R$ 2.242,85 e Rio Grande do Norte em R$ 2.205,00.

Norte. Pará em R$ 2.868,55 sobre 393 admissões, Amazonas em R$ 2.834,78, Tocantins em R$ 2.684,88, Amapá em R$ 2.500,00 e Rondônia em R$ 2.294,00.

Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Salário de admissão na CBO 724315 por unidade da federação, competência 07/2026. Todos os estados citados têm amostra igual ou superior a 15 admissões. Consulta em 09/09/2026.

Quanto vale a hora do soldador

Usando o divisor de 220 horas da jornada padrão da CLT, o retrato por hora fica assim.

Referência Valor mensal Equivalente por hora
p25 R$ 2.603,05 R$ 11,83
Mediana R$ 3.223,00 R$ 14,65
p90 R$ 5.000,00 R$ 22,73
Cálculo da Redação Mapa das Carreiras sobre a mediana do Novo CAGED, CBO 724315, competência 07/2026. Divisor de 220 horas mensais. Valores de salário contratual, sem adicionais, prêmios ou hora extra.

A hora do soldador na ponta de cima vale quase o dobro da hora na ponta de baixo. Em jornada de 220 horas, a diferença entre o p25 e o p90 dá R$ 10,90 por hora trabalhada, o equivalente a dois terços de um salário mínimo por mês só de diferença horária.

Profissões vizinhas da caldeiraria e da montagem

Comparar com as ocupações que dividem a mesma família da CBO mostra que a soldagem está no alto do bloco metalmecânico, não no meio.

Ocupação CBO Admissões Mediana Diferença
Caldeireiro de chapas de ferro e aço 724410 3.689 R$ 3.610,35 +12,0%
Soldador a oxigás 724320 118 R$ 3.561,00 +10,5%
Soldador 724315 10.522 R$ 3.223,00 referência
Soldador elétrico 724325 209 R$ 3.102,00 -3,8%
Ferramenteiro 721105 447 R$ 3.080,00 -4,4%
Mecânico de manutenção de máquinas 911305 9.374 R$ 2.730,00 -15,3%
Montador de estruturas metálicas 724205 6.793 R$ 2.500,00 -22,4%
Eletricista de instalações 715615 7.721 R$ 2.387,23 -25,9%
Serralheiro 724440 3.249 R$ 2.303,00 -28,5%
Chapeador 724415 282 R$ 2.100,00 -34,8%
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Salário de admissão por CBO, competência 07/2026. Diferenças calculadas sobre a mediana do soldador. Consulta em 09/09/2026.

A comparação mais reveladora é com o serralheiro, que trabalha com o mesmo material e boa parte das mesmas ferramentas, e entra 28,5% abaixo. A diferença não está na matéria-prima, está na exigência de qualificação de procedimento e na criticidade da junta soldada.

Acima do soldador aparece só o caldeireiro de chapas de ferro e aço, com 12,0% de vantagem sobre 3.689 admissões. É o degrau lateral mais acessível para quem já solda e quer subir sem sair do chão de fábrica.

Quando o ofício paga mais que o diploma

Este é o dado que costuma surpreender. A mediana das ocupações de nível superior no Brasil, em julho de 2026, foi de R$ 4.414,09. O p90 do soldador foi de R$ 5.000,00.

Ou seja: um em cada dez soldadores contratados no mês entrou ganhando 13,3% a mais do que a mediana de todas as ocupações que exigem diploma de graduação no país. E o p75, de R$ 4.114,89, fica a apenas 6,8% de distância dessa mesma mediana do nível superior.

Isso não é um argumento contra estudar, e seria desonesto vender assim. A mediana do soldador, R$ 3.223,00, continua 27,0% abaixo da mediana do nível superior, e a maioria dos contratos da ocupação está bem longe do p90. O que o dado mostra é outra coisa: existe no Brasil um caminho de renda que não passa pela graduação, desde que passe por qualificação técnica verificável.

Vale ver também o levantamento sobre o retorno do curso técnico em 2026, que compara os níveis de formação com o mesmo recorte de dados.

Onde a profissão se encaixa no mercado brasileiro

Julho de 2026 teve 2.214.371 admissões formais em 1.329 ocupações, com mediana ponderada geral de R$ 2.224,69.

Referência Mediana de admissão Distância para o soldador
Salário mínimo vigente R$ 1.621,00 -49,7%
Ocupações de base, sem exigência de formação específica R$ 1.904,08 -40,9%
Mediana geral do mercado formal R$ 2.224,69 -31,0%
Ocupações de nível médio técnico R$ 2.522,76 -21,7%
Soldador R$ 3.223,00 referência
Ocupações de nível superior R$ 4.414,09 +37,0%
Soldador no p90 R$ 5.000,00 +55,1%
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Medianas ponderadas por grande grupo da CBO, competência 07/2026, sobre 2.214.371 admissões em 1.329 ocupações. Salário mínimo vigente em julho de 2026. Consulta em 09/09/2026.

O soldador entra 69,3% acima da mediana das ocupações de base, 44,9% acima da mediana geral do mercado formal e 27,8% acima do patamar das ocupações de nível técnico. Poucas profissões que dispensam diploma chegam tão alto. Para comparação direta com outro ofício de canteiro, vale ver os números do pedreiro, que entra 18,3% acima da mediana geral.

Formação exigida para ser soldador

Não existe exigência legal de diploma nem registro em conselho para trabalhar como soldador. O que o mercado exige, e cada vez mais, é qualificação técnica comprovável.

Há dois caminhos formais. O primeiro é o curso de formação profissional de soldagem, oferecido por instituições do sistema S e por escolas técnicas, que ensina os processos e prepara para o teste prático. O segundo é o curso técnico de nível médio em soldagem, previsto no Catálogo Nacional de Cursos Técnicos do Ministério da Educação, que junta o ofício com metrologia, leitura de desenho, ensaios e normas.

Acima disso vem a qualificação de soldador em procedimento específico, feita por ensaio e válida para uma combinação de processo, material, espessura e posição. Não é escolaridade, é certificação técnica, e é ela que separa quem trabalha em serralheria de quem trabalha em vaso de pressão ou tubulação de refinaria.

Repare no que isso significa para a carreira: o retorno do investimento em soldagem vem de credencial técnica, não de graduação. Quem quer subir dentro do ofício investe em processo e em ensaio. A graduação entra por outro motivo, e só mais adiante, quando a virada é de execução para coordenação: supervisão de equipe, planejamento de obra de montagem, contrato e orçamento, ou a decisão de abrir a própria oficina.

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Mercado de trabalho para soldador

Com 10.522 admissões em julho de 2026, o soldador é uma ocupação de volume médio e alta dispersão salarial, presente em 25 unidades da federação no mesmo mês. Não é uma profissão de porta larga como o comércio, mas também não é nicho: são mais de dez mil contratos formais em trinta dias.

O perfil de contratação reforça a leitura de ofício maduro: 56,4% das admissões foram de pessoas com 35 anos ou mais e só 15,0% de jovens até 24. A indústria contrata soldador com mão feita, e a porta de entrada para o jovem é mais estreita que a média do mercado.

Os dados de admissões e desligamentos por ocupação são publicados mensalmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego no portal do Novo CAGED, base de todos os números desta página.

Vale a comparação de escala: com 10.522 admissões, a soldagem contrata menos da metade do que o pedreiro e cerca de um sexto do que o auxiliar de logística no mesmo mês. É um mercado seletivo, que troca volume por remuneração. O levantamento das profissões que mais contrataram em julho de 2026 mostra bem onde cada ocupação se posiciona nesse eixo entre quantidade de vagas e salário de entrada.

Cinco erros ao comparar salário de soldador

1. Usar o salário offshore como referência geral. Trabalho embarcado e parada de refinaria pagam adicionais próprios e representam uma fração pequena dos contratos. Confundir isso com o mercado é o erro mais comum da profissão.

2. Ignorar a amplitude. Numa faixa de 92,1% entre p25 e p90, citar só a mediana esconde metade da história. Sempre pergunte qual processo, qual setor e qual certificação.

3. Misturar Brasil com exterior. Boa parte das buscas por salário de soldador é sobre Portugal, Espanha e Estados Unidos. Esta página trata apenas do mercado formal brasileiro.

4. Tratar o soldador subaquático como variação do soldador comum. Mergulho profissional é atividade regulada à parte, com habilitação própria, e não está representado na mediana desta CBO.

5. Esquecer que o dado é de admissão. Quem está há dez anos na mesma montadora, com reajustes e promoções, ganha mais do que aparece aqui.

Como negociar o salário de soldador

Numa ocupação em que o p90 é quase o dobro do p25, negociar faz diferença real. E o argumento é sempre técnico.

Leve a qualificação por escrito. Processo, material, espessura, posição e o registro do ensaio. É o único argumento que o contratante consegue verificar antes de assinar, e é o que move você dentro da faixa de R$ 2.603,05 a R$ 5.000,00.

Pergunte pelo setor antes do valor. Montagem industrial, naval e energia pagam em outro patamar que serralheria e móveis. Saber o setor prevê melhor o salário do que saber o estado.

Considere a mudança de praça. Mato Grosso do Sul paga 56,9% a mais que o Pará na mesma ocupação. Poucas profissões oferecem um prêmio geográfico desse tamanho.

Separe base de adicional na proposta. Periculosidade, insalubridade, prêmio de produtividade e ajuda de custo de campo mudam muito o valor final e nem sempre estão claros na conversa inicial.

Trate o TIG e os processos exigentes como investimento. São eles que sustentam a ponta de cima da distribuição, e a diferença entre dominar e não dominar aparece direto no contrato.

O que este dado não mostra

O Novo CAGED registra vínculos formais celetistas e apenas o salário contratual. Adicionais de periculosidade e insalubridade, prêmios, hora extra e ajuda de custo de campo, todos comuns na indústria pesada, ficam de fora. Numa profissão como essa, isso subestima o ganho efetivo de forma relevante.

A base também não separa por processo de soldagem, por certificação nem por setor contratante. E é de admissões, não de estoque: mede quanto ganha quem foi contratado no mês, não quem já está na empresa.

O soldador subaquático, uma das buscas mais frequentes sobre a profissão, não está representado aqui. Mergulho profissional é atividade regulada separadamente e tem habilitação própria. Para quem trabalha por conta, a fonte adequada é a PNAD Contínua do IBGE, e para o retrato de quem já está empregado, a RAIS.

Glossário

Mediana: valor que divide o conjunto ao meio. Metade dos contratos ficou abaixo dele e metade acima.

p25, p75 e p90: percentis. O p25 é o valor abaixo do qual ficou 25% dos contratos, o p75 marca 75% e o p90 marca 90% deles.

CBO: Classificação Brasileira de Ocupações. A CBO do soldador é 724315.

Qualificação de soldador: comprovação por ensaio de que o profissional executa uma combinação específica de processo, material, espessura e posição dentro de um procedimento aprovado.

Salário de admissão: valor do contrato registrado no momento da contratação, sem adicionais e sem reajustes posteriores.

Novo CAGED: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, sistema do Ministério do Trabalho que registra mensalmente admissões e desligamentos com carteira assinada.

Quando esta página é atualizada

Os números são recalculados a cada nova competência divulgada do Novo CAGED, o que acontece mensalmente. Quando a mediana da ocupação varia mais de 3% em relação à última publicação, as tabelas, os gráficos e a competência declarada nas fontes são refeitos. A data de revisão no rodapé indica sempre a última verificação.

Perguntas frequentes sobre o salário do soldador

Quanto ganha um soldador no Brasil? A mediana do salário de admissão foi de R$ 3.223,00 em julho de 2026, sobre 10.522 contratações formais, com faixa de R$ 2.603,05 no p25 a R$ 5.000,00 no p90.

Quanto ganha um soldador industrial? A base pública não separa por setor. O que se pode dizer é que os contratos de indústria pesada se concentram na parte alta da distribuição, entre o p75 de R$ 4.114,89 e o p90 de R$ 5.000,00.

Quanto ganha um soldador TIG? O CAGED não registra o processo de soldagem. Como o TIG é o processo mais exigente em precisão e o de mão de obra mais escassa, ele tende a ocupar a ponta de cima da faixa, mas nenhum dado público isola esse valor.

Quanto ganha um soldador subaquático? Esta página não responde. Mergulho profissional é atividade regulada à parte, com habilitação específica, e não está representado na CBO 724315.

Quanto ganha um soldador na Petrobras? Salário de empresa específica não é dado público de contratação e não sai do CAGED. A referência honesta para o setor de energia é a ponta alta da distribuição da ocupação, com o p90 em R$ 5.000,00.

Qual estado paga o melhor salário de soldador? Entre os doze de maior volume, Mato Grosso do Sul, com mediana de R$ 4.499,50, seguido do Espírito Santo, com R$ 4.115,21. Os dois acima de São Paulo.

Quanto ganha um soldador em São Paulo? R$ 3.500,00 na mediana, sobre 2.745 admissões, 8,6% acima da mediana nacional e o maior volume de contratação do país.

Quanto ganha um soldador em Santa Catarina? R$ 3.200,00 na mediana, sobre 714 contratos, praticamente na mediana nacional.

Precisa de curso técnico para ser soldador? Não é obrigatório por lei. O curso de formação profissional é o caminho mais comum, e o curso técnico de nível médio em soldagem, previsto no catálogo do MEC, é o passo seguinte para quem quer trabalhar em setores que exigem ensaio e norma.

Soldador ganha mais que serralheiro? Sim, e por uma margem grande: 28,5% no salário de admissão, mesmo os dois trabalhando com o mesmo material.

Soldador ganha mais que quem tem faculdade? Na mediana, não: a ocupação entra 27,0% abaixo da mediana das ocupações de nível superior. Mas o p90 do soldador, de R$ 5.000,00, supera essa mediana em 13,3%.

Se a conclusão que ficou foi que o dinheiro do ofício vem da qualificação técnica, e que o passo seguinte só aparece quando a virada é de execução para coordenação da obra ou do próprio negócio, vale comparar as opções de formação a distância na área de gestão antes de decidir.

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Dados revisados em setembro/2026. Publicado pela Redação Mapa das Carreiras.

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