Ranking das 10 ocupações com mais admissões no Brasil em julho de 2026

Admissões em julho de 2026: as profissões que mais contrataram

O Brasil registrou 2.214.371 admissões com carteira assinada em julho de 2026, distribuídas em 1.329 ocupações diferentes. A mediana do salário de contratação, ponderada pelo volume de cada ocupação, ficou em R$ 2.224,69.

O saldo do mês, que é a diferença entre admissões e desligamentos, foi de 58,5 mil postos de trabalho, segundo a Agência Brasil. Esta página olha para o outro lado da conta: não o saldo, mas quem exatamente foi contratado e por quanto.

Este levantamento não usa média de painel nem estimativa de mercado. Ele sai do microdado do Novo CAGED, o registro que toda empresa é obrigada a enviar ao Ministério do Trabalho a cada contratação e demissão. Processamos o arquivo da competência inteira e ordenamos por volume de admissões. Cada uma das admissões contadas aqui é um vínculo formal aberto no mês. Cada número abaixo é uma contratação que aconteceu de fato.

As 20 profissões que mais contrataram em julho de 2026

As dez ocupações com mais admissões concentraram 35,6% de todas as admissões do país. As vinte primeiras, 48,9%. Quase metade do mercado formal brasileiro passa por vinte funções.

# Ocupação Admissões Mediana p25 p90
1 Faxineiro 122.655 R$ 1.800,00 R$ 1.663,70 R$ 2.058,00
2 Alimentador de Linha de Produção 119.211 R$ 2.039,84 R$ 1.802,00 R$ 2.422,20
3 Vendedor de Comércio Varejista 87.744 R$ 1.828,00 R$ 1.663,91 R$ 2.282,00
4 Servente de Obras 75.267 R$ 1.810,60 R$ 1.669,63 R$ 2.303,40
5 Auxiliar de Escritório, em Geral 71.043 R$ 1.773,00 R$ 1.143,00 R$ 2.500,00
6 Auxiliar de Logística 68.902 R$ 2.040,00 R$ 1.900,00 R$ 2.291,00
7 Assistente Administrativo 66.226 R$ 2.050,00 R$ 1.621,00 R$ 3.244,20
8 Atendente de Lojas e Mercados 64.107 R$ 1.820,17 R$ 1.695,48 R$ 2.175,80
9 Operador de Caixa 63.269 R$ 1.837,00 R$ 1.700,00 R$ 2.263,84
10 Motorista de Caminhão, rotas regionais e internacionais 50.525 R$ 2.809,00 R$ 2.467,05 R$ 3.417,00
11 Auxiliar nos Serviços de Alimentação 45.620 R$ 1.849,47 R$ 1.700,00 R$ 2.226,00
12 Repositor de Mercadorias 44.443 R$ 1.832,00 R$ 1.672,22 R$ 2.162,16
13 Atendente de Lanchonete 36.813 R$ 1.774,94 R$ 1.673,00 R$ 2.146,00
14 Recepcionista, em Geral 33.052 R$ 1.805,43 R$ 1.649,76 R$ 2.300,00
15 Pedreiro 28.037 R$ 2.631,20 R$ 2.370,00 R$ 3.080,00
16 Almoxarife 22.764 R$ 2.060,11 R$ 1.806,20 R$ 2.750,00
17 Técnico de Enfermagem 21.707 R$ 2.451,14 R$ 1.851,56 R$ 3.547,51
18 Cozinheiro Geral 21.198 R$ 1.961,00 R$ 1.750,00 R$ 2.629,50
19 Porteiro de Edifícios 20.951 R$ 2.031,57 R$ 1.864,63 R$ 2.294,91
20 Vigilante 20.066 R$ 2.271,74 R$ 1.901,96 R$ 2.536,00
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Admissões com carteira assinada, competência julho de 2026. Processamento próprio do Mapa das Carreiras sobre o microdado. Consulta em 6 de setembro de 2026.
Ranking das 10 ocupações com mais admissões no Brasil em julho de 2026
As 10 ocupações com mais admissões em julho de 2026.

A leitura da tabela pede atenção a uma coluna que costuma passar batido: o p25. Ele mostra o valor abaixo do qual ficou um quarto das contratações. Quando o p25 é praticamente igual à mediana, como acontece no operador de telemarketing, significa que quase todo mundo entrou pelo mesmo salário, sem faixa de negociação nenhuma.

Um detalhe curioso na primeira colocada

A ocupação que mais contratou no país, com 122.655 admissões, está registrada sob o código 514320 da Classificação Brasileira de Ocupações. Esse código foi formalmente desativado em 2010. Ele continua sendo o mais usado pelas empresas na hora de declarar a contratação, mais de quinze anos depois de ter saído da tabela oficial. É um bom lembrete de que a CBO descreve como a empresa declarou o cargo, e não necessariamente como o mercado o chama hoje.

Contratar muito não é o mesmo que pagar bem

Entre as dez ocupações que mais contrataram, o salário mediano das admissões ficou entre R$ 1.773,00 e R$ 2.809,00. Nenhuma passou disso. Para efeito de comparação, o engenheiro civil teve mediana de R$ 10.857,00 no mesmo mês, quase quatro vezes o teto desse grupo, mas com 1.239 admissões contra as 122.655 da primeira colocada.

Salário mediano das admissões nas 10 ocupações que mais contrataram em julho de 2026
Salário mediano de admissão das 10 ocupações que mais contrataram.

Isso descreve o formato do mercado de trabalho formal brasileiro melhor do que qualquer adjetivo. O volume de admissões está concentrado na base da pirâmide salarial, em funções de entrada que exigem pouca formação específica. As ocupações que pagam bem existem, mas respondem por um número de admissões muito menor.

Para quem está escolhendo carreira, a conclusão prática não é evitar as profissões de alto volume, e sim entender que nelas a porta de entrada é larga e a subida depende de sair da ocupação, não de subir dentro dela.

Quem paga mais entre as vagas que existem de verdade

Listar as ocupações mais bem pagas do CAGED sem filtro produz uma lista inútil, cheia de cargos com três ou quatro contratações no mês inteiro. Por isso o corte abaixo só considera ocupações com pelo menos mil admissões em julho, ou seja, funções com mercado real e não apenas com salário alto num caso isolado.

Ocupação Admissões Mediana p90
Engenheiro Civil 1.239 R$ 10.857,00 R$ 16.263,00
Analista de Desenvolvimento de Sistemas 6.085 R$ 7.300,00 R$ 14.558,64
Gerente de Contas, Pessoa Física e Jurídica 1.048 R$ 6.500,00 R$ 14.561,72
Farmacêutico 4.748 R$ 4.722,00 R$ 6.223,20
Professor de Nível Superior na Educação Infantil, de zero a três anos 1.089 R$ 4.600,00 R$ 5.130,63
Contador 3.396 R$ 4.500,00 R$ 9.210,10
Supervisor de Logística 1.308 R$ 4.358,65 R$ 10.000,00
Analista de Negócios 4.236 R$ 4.261,92 R$ 11.500,00
Enfermeiro 8.485 R$ 4.242,58 R$ 6.477,01
Advogado 1.355 R$ 4.200,00 R$ 9.300,00
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Admissões com carteira assinada, competência julho de 2026. Processamento próprio do Mapa das Carreiras sobre o microdado. Consulta em 6 de setembro de 2026.

O p90 dessa tabela é onde mora a informação mais útil. No analista de desenvolvimento de sistemas, a mediana é R$ 7.300,00 mas o p90 chega a R$ 14.558,64. A distância entre os dois mostra que é uma ocupação com teto alto e faixa larga, em que a experiência e a especialização mudam muito o valor da contratação. Já em funções com p90 próximo da mediana, o teto é baixo e a negociação individual pesa pouco.

Quem paga menos entre as ocupações de grande volume

O outro extremo é igualmente informativo. Abaixo estão as ocupações com pelo menos cinco mil admissões no mês e as menores medianas do país.

Ocupação Admissões Mediana Em relação ao mínimo
Operador de Telemarketing Ativo e Receptivo 18.159 R$ 1.621,00 1,00 vezes
Motociclista no Transporte de Documentos e Pequenos Volumes 7.474 R$ 1.707,00 1,05 vezes
Frentista 18.538 R$ 1.731,70 1,07 vezes
Trabalhador de Serviços de Limpeza e Conservação de Áreas Públicas 14.517 R$ 1.763,95 1,09 vezes
Auxiliar de Escritório, em Geral 71.043 R$ 1.773,00 1,09 vezes
Atendente de Lanchonete 36.813 R$ 1.774,94 1,09 vezes
Embalador, a Mão 13.410 R$ 1.783,10 1,10 vezes
Copeiro 5.375 R$ 1.798,48 1,11 vezes
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Admissões com carteira assinada, competência julho de 2026. Processamento próprio do Mapa das Carreiras sobre o microdado. Consulta em 6 de setembro de 2026.

O operador de telemarketing merece um parágrafo próprio. A mediana da ocupação em julho de 2026 foi de R$ 1.621,00, valor que coincide exatamente com o salário mínimo nacional vigente. Não é aproximação nem arredondamento nosso: o valor central das 18.159 contratações do mês bate na vírgula com o piso legal. Em outras palavras, metade de quem entrou nessa função no país inteiro foi contratada pelo mínimo ou por menos de um mínimo e alguns centavos.

A idade de quem foi contratado, e a surpresa que ela traz

Existe uma ideia bastante difundida de que o mercado formal só contrata gente jovem. O dado de julho de 2026 não sustenta isso.

Faixa etária Admissões Participação Mediana salarial
Até 24 anos 659.837 30,1% R$ 2.023,00
De 25 a 34 anos 679.871 31,0% R$ 2.322,75
35 anos ou mais 853.597 38,9% R$ 2.500,00
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Admissões com carteira assinada, competência julho de 2026. Processamento próprio do Mapa das Carreiras sobre o microdado. Consulta em 6 de setembro de 2026.

A faixa de 35 anos ou mais foi a que mais recebeu contratações, com 853.597 admissões, à frente dos 679.871 da faixa de 25 a 34 e dos 659.837 de até 24 anos. E foi também a que registrou a maior mediana salarial, R$ 2.500,00, cerca de 24% acima da faixa mais jovem.

Vale a ressalva metodológica: a faixa etária é um recorte de idade, não de senioridade. Uma pessoa de 40 anos entrando na primeira vaga formal aparece no mesmo grupo de um profissional com vinte anos de carreira. Ainda assim, a leitura de que o mercado formal fecha as portas depois dos 35 não encontra apoio no volume de admissões.

Onde estão as admissões: a distribuição por estado

A distribuição geográfica das admissões é ainda mais concentrada que a distribuição por ocupação.

UF Estado Admissões Participação
SP São Paulo 692.602 32,2%
MG Minas Gerais 237.281 11,0%
PR Paraná 164.417 7,7%
RJ Rio de Janeiro 141.279 6,6%
SC Santa Catarina 135.011 6,3%
RS Rio Grande do Sul 123.580 5,8%
BA Bahia 85.304 4,0%
GO Goiás 79.893 3,7%
MT Mato Grosso 57.232 2,7%
CE Ceará 57.101 2,7%
PE Pernambuco 55.875 2,6%
ES Espírito Santo 46.479 2,2%
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Admissões com carteira assinada, competência julho de 2026. Processamento próprio do Mapa das Carreiras sobre o microdado. Consulta em 6 de setembro de 2026.

São Paulo sozinho respondeu por 32,2% das admissões. Somando os quatro primeiros estados, passa de metade do país. Isso importa para quem está avaliando mudança de cidade ou escolhendo entre uma vaga presencial e uma remota: a oferta de vaga formal não é distribuída de forma nem próxima de uniforme.

O total desta tabela, 2.148.146 admissões, é ligeiramente menor que o total nacional porque combinações de ocupação e estado com menos de quinze contratações no mês ficam de fora, por serem amostra pequena demais para publicar valor confiável.

O mesmo cargo, salários diferentes: quanto pesa o estado

A mediana nacional esconde uma variação regional grande. Abaixo, as quatro ocupações que mais contrataram no mês, com os três estados que mais pagaram e os três que menos pagaram em cada uma.

Ocupação Mediana nacional Onde pagou mais Onde pagou menos Diferença
Faxineiro R$ 1.800,00 PR R$ 1.900,00 AC R$ 1.621,00 17,2%
Alimentador de Linha de Produção R$ 2.039,84 SP R$ 2.200,00 SE R$ 1.621,00 35,7%
Vendedor de Comércio Varejista R$ 1.828,00 SP R$ 2.113,00 GO R$ 1.621,00 30,4%
Servente de Obras R$ 1.810,60 SP R$ 2.302,75 SE R$ 1.621,00 42,1%
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Admissões com carteira assinada, competência julho de 2026. Processamento próprio do Mapa das Carreiras. Consulta em 6 de setembro de 2026.

Repare que em três das quatro ocupações o estado que menos pagou registrou mediana de exatamente um salário mínimo. Isso não é coincidência estatística: em boa parte do país, para essas funções, o piso legal virou o salário praticado. A variação regional, portanto, não é simétrica. Existe um chão rígido embaixo e uma faixa que se abre para cima apenas nos estados de maior renda.

Antes de usar esse número para decidir mudança de cidade, vale o alerta óbvio: salário maior em São Paulo não significa mais dinheiro no fim do mês. Aluguel, transporte e alimentação também variam, e este dado não mede custo de vida.

Quanto isso representa por hora trabalhada

Salário mensal esconde a jornada. Duas vagas com a mesma mediana podem ter valor por hora bem diferente. A tabela abaixo converte a mediana das cinco ocupações que mais contrataram para valor por hora em três jornadas comuns.

Ocupação Mediana 36h por semana 40h por semana 44h por semana
Faxineiro R$ 1.800,00 R$ 11,54 R$ 10,38 R$ 8,18
Alimentador de Linha de Produção R$ 2.039,84 R$ 13,08 R$ 11,77 R$ 9,27
Vendedor de Comércio Varejista R$ 1.828,00 R$ 11,72 R$ 10,55 R$ 8,31
Servente de Obras R$ 1.810,60 R$ 11,61 R$ 10,45 R$ 8,23
Auxiliar de Escritório, em Geral R$ 1.773,00 R$ 11,37 R$ 10,23 R$ 8,06
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Admissões com carteira assinada, competência julho de 2026. Processamento próprio do Mapa das Carreiras. Consulta em 6 de setembro de 2026.

A conta usa a divisão mensal habitual de cada jornada: 156 horas para 36 semanais, aproximadamente 173 para 40 e 220 para 44, que é o padrão da CLT. Não entram horas extras, adicional noturno, insalubridade nem periculosidade, que em várias dessas funções mudam bastante o valor final.

O exercício serve para comparar propostas. Uma vaga de 36 horas com salário 10% menor que outra de 44 horas paga, na prática, mais por hora trabalhada.

Onde existe espaço para negociar, e onde não existe

A distância entre o percentil 25 e o percentil 90 de uma ocupação é um bom indicador de quanto a negociação individual muda o resultado. Faixa estreita significa que as admissões saem quase todas pelo mesmo valor. Faixa larga significa que experiência, formação e a própria conversa pesam.

Ocupação p25 Mediana p90 p90 sobre p25
Auxiliar de Escritório, em Geral R$ 1.143,00 R$ 1.773,00 R$ 2.500,00 2,19 vezes
Assistente Administrativo R$ 1.621,00 R$ 2.050,00 R$ 3.244,20 2,00 vezes
Motorista de Caminhão, rotas regionais e internacionais R$ 2.467,05 R$ 2.809,00 R$ 3.417,00 1,39 vezes
Servente de Obras R$ 1.669,63 R$ 1.810,60 R$ 2.303,40 1,38 vezes
Vendedor de Comércio Varejista R$ 1.663,91 R$ 1.828,00 R$ 2.282,00 1,37 vezes
Alimentador de Linha de Produção R$ 1.802,00 R$ 2.039,84 R$ 2.422,20 1,34 vezes
Operador de Caixa R$ 1.700,00 R$ 1.837,00 R$ 2.263,84 1,33 vezes
Auxiliar nos Serviços de Alimentação R$ 1.700,00 R$ 1.849,47 R$ 2.226,00 1,31 vezes
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Admissões com carteira assinada, competência julho de 2026. Processamento próprio do Mapa das Carreiras. Consulta em 6 de setembro de 2026.

Quando o p90 é mais que o dobro do p25, existe uma minoria sendo contratada por bem mais que o grosso do mercado. Vale investigar o que essas pessoas têm de diferente: em geral é certificação específica, experiência no setor ou porte da empresa contratante.

Quando p25, mediana e p90 estão colados, a conversa de salário na entrevista tende a ser curta. Nesses casos o caminho de aumento real costuma ser trocar de ocupação, não negociar dentro dela.

Como usar este levantamento na prática

Se a conclusão for que vale investir em formação, o passo seguinte é entender quanto custa e quais bolsas existem, assunto da nossa área de Faculdade e Bolsas.

Se você está escolhendo uma carreira, olhe as duas colunas juntas. Uma ocupação com muito volume e mediana baixa oferece entrada fácil e teto baixo. Uma com pouco volume e mediana alta oferece o contrário. Nenhuma das duas é errada, mas a estratégia de preparação para cada uma é diferente.

Se você vai negociar uma proposta, use a mediana da sua ocupação como referência do que é normal, e o p75 como referência do que é possível. Chegar com o p90 como pedido inicial costuma travar a conversa, porque ele descreve uma minoria com perfil específico.

Se você está comparando duas ofertas, converta as duas para valor por hora antes de decidir, e considere se o valor divulgado inclui adicionais ou não.

Se você contrata, a mediana da ocupação no seu estado, e não a nacional, é a referência que evita tanto perder candidato quanto pagar acima do mercado sem necessidade.

E vale repetir o que a tabela de limites já diz: este é o salário de quem foi contratado no mês, não de quem já está na empresa. Para carreira consolidada, a referência é outra base.

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O mercado por grande área da CBO

A Classificação Brasileira de Ocupações organiza todas as funções em grandes grupos. Somar as admissões por grupo mostra de onde vem o emprego formal no país e quanto cada área paga na entrada.

Grande área Admissões Participação Mediana ponderada Ocupações
Serviços, vendedores do comércio 684.384 30,9% R$ 1.867,42 141
Produção de bens e serviços industriais 559.612 25,3% R$ 2.303,03 355
Serviços administrativos 461.988 20,9% R$ 1.958,38 80
Técnicos de nível médio 163.639 7,4% R$ 2.522,76 216
Profissionais de nível superior 96.690 4,4% R$ 4.414,09 212
Agropecuários e florestais 92.759 4,2% R$ 1.957,10 70
Produção industrial de processo contínuo 68.977 3,1% R$ 2.171,99 122
Manutenção e reparação 48.289 2,2% R$ 2.433,39 64
Dirigentes e gerentes 37.991 1,7% R$ 4.373,25 68
Fonte: Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Admissões com carteira assinada, competência julho de 2026. Agrupamento pelo grande grupo da CBO 2002. Processamento próprio do Mapa das Carreiras. Consulta em 6 de setembro de 2026.

Três áreas concentram 77,1% de todas as contratações do mês: serviços e comércio, produção industrial e serviços administrativos. As três pagam mediana abaixo de R$ 2.400,00.

No outro extremo, profissionais de nível superior responderam por apenas 4,4% das admissões, com mediana de R$ 4.414,09, mais que o dobro da média das três maiores áreas. É a mesma lógica da tabela por ocupação, agora em escala macro: onde há mais vaga, paga-se menos.

Vale destacar a linha dos técnicos de nível médio. Com 163.639 admissões e mediana de R$ 2.522,76, é a área que combina volume razoável com remuneração acima das três maiores. Para quem busca retorno rápido sobre tempo de estudo, é o grupo que merece uma olhada mais atenta, e é o assunto da nossa área de Cursos Técnicos.

Glossário: como ler os números desta página

Mediana. O valor do meio. Se ordenarmos todos os salários de contratação de uma ocupação do menor para o maior, a mediana é o que fica exatamente no centro: metade ganhou menos, metade ganhou mais. É mais representativa que a média porque não é puxada por poucos casos muito altos.

Média. A soma de todos os salários dividida pela quantidade de contratações. Em salário ela costuma enganar, porque um punhado de contratações muito acima do normal levanta o número inteiro e cria a impressão de que se ganha mais do que de fato se ganha.

Percentil 25, ou p25. O valor abaixo do qual ficaram 25% das contratações. Serve para enxergar o piso prático da ocupação, o que costuma ser oferecido a quem está entrando sem experiência.

Percentil 90, ou p90. O valor abaixo do qual ficaram 90% das contratações. Só 10% foram admitidos acima disso. É o teto realista da ocupação, não o teto absoluto.

CBO. Classificação Brasileira de Ocupações. É o código de seis dígitos que a empresa informa ao declarar a contratação. Descreve a ocupação, não o cargo interno da empresa nem o nível de senioridade.

Competência. O mês de referência do dado. Competência julho de 2026 significa que são as movimentações ocorridas em julho, ainda que o arquivo tenha sido publicado depois.

Admissão. A entrada de um trabalhador com carteira assinada. Este levantamento usa apenas admissões, deixando de fora os desligamentos, porque o interesse aqui são as admissões e não as saídas, e porque o foco é o salário de quem está entrando no mercado.

Quando esta página é atualizada

O Ministério do Trabalho e Emprego divulga cada competência com cerca de trinta dias de defasagem. Assim que a competência seguinte é publicada, reprocessamos o microdado completo e revisamos as tabelas desta página.

Quando um número muda de forma relevante, atualizamos a tabela e a data de referência declarada em cada fonte. Quando não muda, ainda assim registramos a data da última revisão, para você saber que o dado foi conferido e não apenas esquecido no ar.

Não alteramos o endereço da página nem a data de publicação original em revisões, para que quem salvou o link continue chegando ao conteúdo atualizado.

O que este dado não mostra

Nenhuma base responde tudo, e é honesto dizer onde esta para.

Só entra quem tem carteira assinada. O CAGED registra o vínculo celetista. Autônomo, MEI, pessoa jurídica prestando serviço, servidor público estatutário e trabalho informal ficam de fora. Em profissões com muita atuação por conta própria, o retrato aqui é parcial.

É salário de entrada, não de carreira. Todo valor desta página é o que foi pago na admissão. Quem está na empresa há cinco anos não aparece. Para remuneração de quem já está empregado, a base adequada é a RAIS, e para rendimento incluindo informais, a PNAD Contínua do IBGE.

É um mês, não uma tendência. Julho tem sazonalidade própria. Comércio contrata mais perto do fim do ano, agropecuária acompanha safra, educação acompanha calendário letivo. Comparar um mês isolado com outro sem considerar isso leva a conclusão errada.

A ocupação é declarada pela empresa. O código da CBO é escolhido por quem preenche a admissão. Dois cargos com o mesmo nome no dia a dia podem estar em códigos diferentes, e cargos diferentes podem cair no mesmo código. É por isso que o mesmo trabalho aparece às vezes espalhado em mais de uma ocupação.

Não é previsão. O que aconteceu em julho não garante o que vai acontecer em outubro. Esta página descreve, não projeta.

Como apuramos estes números

Baixamos o microdado da competência de julho de 2026 direto do repositório do Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego. O arquivo traz um registro por movimentação, com ocupação, unidade da federação, faixa etária, grau de instrução e valor do salário.

Do arquivo completo filtramos apenas as admissões, descartando desligamentos. Excluímos valores abaixo de quinhentos reais e acima de duzentos mil, que são erro de digitação na declaração e distorceriam qualquer estatística. Agrupamos por ocupação e calculamos mediana, média e os percentis 25, 75 e 90.

Usamos mediana e não média em todas as tabelas. A média sobe com poucos casos extremos e passa a descrever mal a experiência de quem está sendo contratado. A mediana é o valor do meio: metade das contratações ficou abaixo, metade acima.

Para publicar um número exigimos amostra mínima. Nacionalmente, ao menos trinta admissões na ocupação. Em recortes por estado ou faixa etária, ao menos quinze. Abaixo disso o número não entra, mesmo que exista no arquivo.

Perguntas frequentes

Qual foi a profissão que mais contratou no Brasil em julho de 2026?

Foi faxineiro, com 122.655 admissões formais no mês e mediana salarial de R$ 1.800,00.

Quantas admissões com carteira assinada houve em julho de 2026?

Foram 2.214.371 admissões, distribuídas em 1.329 ocupações diferentes segundo a Classificação Brasileira de Ocupações.

Qual o salário médio de contratação no Brasil?

A mediana ponderada pelo volume de admissões de cada ocupação foi de R$ 2.224,69 em julho de 2026. Vale lembrar que é o salário de entrada, e não a remuneração de quem já está empregado.

Qual profissão paga melhor entre as que realmente contratam?

Considerando apenas ocupações com pelo menos mil admissões no mês, a maior mediana foi de engenheiro civil, com R$ 10.857,00, seguida de analista de desenvolvimento de sistemas, com R$ 7.300,00.

Esses dados incluem quem trabalha por conta própria?

Não. O CAGED cobre apenas o vínculo com carteira assinada. Para rendimento de autônomos e informais, a fonte adequada é a PNAD Contínua do IBGE.

De quanto em quanto tempo esse levantamento é atualizado?

O Ministério do Trabalho publica a competência com cerca de trinta dias de defasagem. Atualizamos esta página a cada nova competência divulgada.

Por que alguns estados não aparecem na tabela?

Porque a soma das combinações de ocupação e estado que passaram no corte de quinze admissões não atingiu volume suficiente para as demais unidades da federação figurarem entre as doze primeiras. O corte existe para não publicar número baseado em poucas admissões.

Onde vejo o salário de uma profissão específica?

Nas páginas de Salários por Profissão, com tabela por estado, por faixa etária e com os percentis de cada ocupação.

Dados revisados em setembro de 2026. Publicado pela Redação Mapa das Carreiras.